Parceria bem conseguida saí do sucesso ao fracasso

Parceria bem conseguida saí do sucesso ao fracasso

A parceria entre Ahmad Kushmar e Miguel Mateus com Rui Emílio remonta a 2014, quando a celebraram visando a implementação da aludida fábrica, no sentido de assegurar a oportunidade que os dois primeiros haviam recebido para adquirir o terreno onde a mesma viria a ser erguida na ZEE.

Como na altura ainda não haviam legalmente constituído a empresa Maximus, Ahmad Kushmar e Miguel Mateus recorreram à Riusol, representada por Rui Emílio, na qualidade de accionista e administrador delegado. “Tal parceria consistiu, unicamente, no uso de documentos da Riusol, S.A.

para dar forma de pessoa jurídica ao processo junto da ZEE, uma vez que, desde o início, o maior suporte financeiro foi sempre empreendido pelo senhor Ahmad Kushmar, seja com capitais próprios, seja como fruto de empréstimos familiares”, lê-se num documento enviado ao Presidente da República, João Lourenço, a que OPAÍS teve acesso. Ahmad Kushmar diz que procedeu desse modo porque na época não estava habilitado para exercer o papel de sócio, por falta de documentação para o efeito, pelo que acabou participando na qualidade de mandatário com representação e investidor. Meses depois, cessaram o acordo com a constituição e legalização da Maximus, passando esta a ser a única titular e proprietária da fábrica e dos direitos relativos à fábrica de plásticos e ao terreno.

Em contrapartida, Rui Emílio exigiu uma determinada quantia, a qual foi prontamente aceite pelo investidor libanês e o seu sócio angolano, desde que ele concordasse em deduzir valores que tinha em dívida para com a aludida empresa, fruto de negócios por eles estabelecidos, de acordo com o aludido documento enviado ao mais alto mandatário da nação. “Situação (essa) que gerou um mal-estar entre as partes, tendo despoletado o presente conflito onde o senhor Rui Emílio Manuel afirma não ter assinado o contrato de cessão da posição contratual e que a fábrica lhe terá sido usurpada”.