Desmantelado grupo de criminosos cujo líder recrutava a partir da cadeia

O Serviço de Investigação Criminal em Benguela desmantelou quatro grupos de marginais que tiravam o sono aos moradores desta província

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

Dentre os grupos desmantelados consta um composto por 4 elementos, liderado por um cidadão identificado apenas por Dani, que terá recrutado os seus comparsas no interior do estabelecimento prisional de Benguela, e se dedicava a furtos e roubos de motorizadas no litoral que trocavam por cabeças de gado bovino nos municípios do Cubal e Ganda. O Serviço de Investigação criminal procedeu na Quinta-feira à apresentação pública de 56 supostos marginais que se dedicavam a furtos, roubos e outras acções criminosas com recurso à arma de fogo e não só, nos municípios do Lobito, Catumbela e Benguela. A detenção dos meliantes resultou na recuperação de motorizadas, botijas de gás botano e de armas de fogo, cocaína e enormes quantidades de liamba.

O País sabe que os suspeitos estão a ser presentes ao Ministério Público. Em declarações à imprensa, o porta-voz do SIC, inspector Victorino Cotingo, afirmou que o trabalho apurado daquele órgão do Ministério do Interior resultou igualmente no desmantelamento de 4 associações de malfeitores, implicados nos crimes de roubo de motorizadas concorrido com homicídio, entre outros. De acordo com o inspector Cotingo, nos últimos dias, o SIC levou a cabo um conjunto de 33 micro-operações, 28 sequências investigativas, bem como o cumprimento de 23 mandados de detenção.

Os elementos do grupo ora desmantelado actuavam no município de Benguela e foram recrutados pelo cidadão identificado pelo SIC apenas por Dani, solteiro, 29 anos de idade, no interior da penitenciária de Benguela, onde os 4 se encontravam cumprir uma pena. Foi justamente lá onde planearam várias acções de criminalidade. Tendo sido postos em liberdade condicional, em Setembro de 2019, depois de terem cumprido a metade da pena de 2 anos e 6 meses de prisão que lhes tinha sido aplicada, por práticas de crimes de roubo, os membros do grupo, encabeçados por Dani, decidem protagonizar a sua primeira acção.

“Na maioria das vezes, as motorizadas eram levadas até aos municípios do Cubal e Ganda, onde, posteriormente, eram trocadas por cabeças de gado bovino”, explica o responsável. Munidos de informação sobre a pretensão do grupo acabado de deixar o estabelecimento prisional, o SIC ensaiou estratégias de como detê-los, facto que se veio a consumar no dia 11 de Dezembro, depois de terem praticado a primeira acção criminosa. “Tão logo praticaram as suas acções viram a pronta intervenção das nossas forças”, esclareceu.

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