Provedores de canais de televisão zap continuam a subir preços de pacotes

desde a entrada em vigor do Imposto Sobre o Valor Acrestando (IVA), em Outubro de 2019, a desvalorização do Kwanza, o mercado nacional regista a subida de bens e serviços de forma constante. A provedora Zap–Fibra, por exemplo, é uma delas. E o Instituto das Comunicações promete um pronunciamento público

Ouvido pelo jornal OPAÍS, Manuel José diz que “é preciso haver mais fiscalização e responsabilização destas empresas que actuam no ramo da prestação de serviço de comunicações. Elas alteram os preços e os pacotes quando bem lhes convém. Isso não pode”, disse. Para ele, “apesar das reformas que estão em curso o mercado angolano ainda é vulnerável, permitindo que muitos operadores fixem e alterem preços quando querem, sem sofrerem alguma represália. E enquanto não haver mão pesada das autoridades quem vai sofrer é o consumidor final”, lamentou o cliente da DSTV.

Manuel José alerta para a necessidade do INACOM e das instituições de defesa do consumidor serem mais actuantes para essas empresas não trabalharem fora dos marcos da lei. Panda Simão é cliente da Zap – Fibra e lamenta a atitude da empresa que alterou os preços das subscrições. Para ele, a situação económica do país está cada vez mais difícil e o poder de compra continua a declinar. “É complicado para os clientes da Zap-Fibra manterem o serviço, tendo em conta a alteração constante dos preços”, lamenta. Segundo ele, a empresa de televisão começou com uma promoção dos serviços que motivou muitas pessoas a aderirem aos serviços da Zap-Fibra, mas desde Outubro que os preços continuam a aumentar, ressaltou que os clientes não têm aonde recorrer para reclamar os seus direitos.

A operadora Zap Fibra informou por mensagem telefónica aos clientes que está a actualizar os referidos pacotes. Por exemplo, a recarga de 30 dias do pacote 6Mb que custa 28 mil passará a Kz 30.300, já o pacote Mini de 2 Mb de Kz 17.800 vai custar Kz 20.150 a partir de Fevereiro do presente ano. Já no serviço de Zap por satélite o pacote Mini passará a Kz 3.595, enquanto o Max custará kz7190. O pacote premuim que custa 13.150 vai passar para mais de 14 mil – a partir de dia 23 do mês em curso. O operador da Zap-Fibra confirmou que será feito o ajuste tarifário que entrará em vigor no dia 1º de Fevereiro.

Questionado sobre o motivo da actualização dos pacotes da Zap-Fibra salientou que desde os últimos meses do ano transacto que o Kwanza continua a ser desvalorizado. Por esse motivo, e de forma a prestar o mesmo serviço com qualidade é necessário uma actualização de preços. “Estamos e efectuar o ajuste tarifário numa escala de 13%, por exemplo, no mês de Novembro e Dezembro de 2019, a nota de 1dólar custava Kz 540, agora registou-se uma desvalorização da moeda nacional”, explica. Segundo o funcionário, o pagamento do serviço da Zap-Fibra é feito em moeda estrangeira, daí a necessidade actualizar os pacotes da Zap-Fibra.

INACOM fecha-se, mas promete pronunciar-se

É o Instituto Nacional de Comunicações (INACOM) que tem a responsabilidade de regular o mercado das comunicações. O PCA do INACOM, Leonel Augusto, acedeu, inicialmente, falar ao OPAÍS mas ressalvou, dizendo que “vamos fazer uma comunicação oficial nos próximos dias”, disse, sem avançar data concreta, atirando o assunto para o gabinete de comunicação.

A ZAP Satélite é a sua distribuidora de TV por satélite

Está no mercado angolano desde Abril de 2010 e é o líder na disponibilização de conteúdos e canais em português. A grande aposta é a alta definição (HDHigh Definition), com recurso à tecnologia digital de última geração.A ZAP Satélite disponibiliza mais de 100 canais: Pacotes TV + Net ZAP Fibra 2MB, ZAP Fibra 6MB, ZAP Fibra 20MB, ZAP Fibra 50MB e SUPER 50MB Sem Limites

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