Joana Lina desencoraja exploração ilícita de ouro

Joana Lina desencoraja exploração ilícita de ouro

A governante fez este pronunciamento numa deslocação à mina de ouro localizada na comuna de Samboto, com uma extensão de três mil e 212 quilómetros quadrados, limitada a Norte pela Calima (Huambo), a Oeste pelo Cuima (Caála) e a Leste com a sede Samboto (Chicala-Cholonhanga), que actualmente encontrase invadida por mais de mil e 500 garimpeiros ilegais. A actividade dos garimpeiros nesta mina, cujo tempo de vida útil de exploração é de 10 anos, é realizada ao longo dos rios Kachimbule, Kanonga, Kachapitassa, Luassi, Kalepi e Samboto. Actualmente, estes garimpeiros comercializam um grama deste mineral no valor de 15 a 18 mil Kwanzas. Num encontro com alguns cidadãos que se dedicam à prática, Joana Lina referiu que a riqueza é de todos os angolanos e a sua exploração racional pode gerar rendimentos para os cofres do Estado e servir para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

De igual modo, realçou a importância do cumprimento das regras na realização desta actividade, daí a importância da criação de empresas, cujos rendimentos podem servir para a construção de escolas, postos de saúde, de estradas e outros serviços. “Todos os angolanos têm de usufruir dos benefícios que resultam da exploração desse metal, mas actualmente o projecto está a encontrar entraves com o elevado índice de exploração dos garimpeiros, perpetrado pelos habitantes desta região para benefício individual”, realçou.

A governadora manifestouse ainda indignada com o espírito de deixa andar, por parte das autoridades tradicionais e populações, que facilitam a penetração de pessoas desconhecidas nestas áreas para a exploração do ouro, que pouco ou nada contribuem para os cofres do Estado. A responsável disse ainda que a exploração de ouro, por parte de uma empresa legalmente reconhecida, vai criar oportunidade de emprego para a juventude e riqueza para as aldeias circunvizinhas ao projecto.

Por sua vez, o responsável da empresa Solanda, Li Qi, que está a efectuar a prospecção do ouro na mina do Sambo, assegurou que todas as condições técnicas e humanas estão criadas para o arranque da exploração, em grande escala, condicionada pela falta do título de exploração, a ser atribuído pelo Ministério da Geologia e Minas. Nesta altura, estão disponíveis, no local, quatro máquinas de lavagem de ouro, cinco escavadeiras, seis camiões basculantes, um buldozer e pá carregadora e outros de apoio técnico. No mercado internacional, a cotação da onça de ouro varia entre USD mil e 200 a USD mil e 500. Uma onça equivale a 28,34 gramas.