Cunene sem água potável por falta de reagentes

Cunene sem água potável por falta de reagentes

O presidente do Conselho de Administração da Empresa de Água e Saneamento do Cunene, Domingos Agostinho, esclareceu, em entrevista à Angop, haver atraso na chegada dos produtos químicos a partir de Luanda. Fez saber que nos últimos 15 dias a empresa aumentou o tempo de abastecimento à população, afectando o stock cloreto e sulfato de alumínio, situação agravada com a demora dos camiões que transportam as 10 mil toneladas de produtos, devido à interrupção da ponte na estrada entre Benguela e Huíla. Adiantou que os camiões permaneceram na zona de Catenge cinco dias, mas com o retorno da circulação, aventou-se a possibilidade de a empresa retornar o abastecimento normal nas próximas 48 horas.

Domingos Agostinho informou que, para evitar que situações do género voltem a acontecer, a empresa negociou a aquisição de 30 toneladas de produtos químicos, para o tratamento da água num período de dois meses, que chegaram de forma faseada este mês à província do Cunene. As zonas de Ondjiva, Nehone e Santa-Clara são abastecidas a partir da Estação de Tratamento de Água (ETA), localizada no município de Ombadja, com capacidade de bombear 24 milhões de litros de água potável por dia, e dispõe de uma conduta de distribuição de 182.780 quilómetros. Actualmente a empresa de águas do Cunene controla nove mil clientes, distribuídos pelos municípios de Ombadja, Cuanhama e Namacunde.