ENDIAMA abre festejos dos seus 39 anos com balanço de 2019

A ENDIAMA E.P abre hoje as festividades alusivas ao seu 39º aniversário com a apresentação à imprensa do balanço das acções de 2019 e as metas a alcançar pela empresa durante o ano de 2020.

Os dados serão apresentados em conferência de imprensa nas suas instalações com presença garantida do seu Presidente do Conselho de Administração, José Manuel Ganga Júnior. O programa comemorativo da empresa diamantífera estatal angolana inscreve ainda uma palestra denominada “ENDIAMA 39 anos”, uma exposição fotográfica que contará com a presença, no dia inaugural, do ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, um jantar de gala e a inauguração da ponte sobre o Rio Luana. A ENDIAMA E.P. foi criada a 15 de Janeiro de 1981, com o objectivo de ser a concessionária exclusiva de direitos mineiros no domínio dos diamantes.

A Empresa actua também em áreas distintas como Transportes, Logística, Saúde, Segurança, Responsabilidade Social e Desporto. Até ao final do primeiro trimestre do ano findo o sub-sector dos diamantes de Angola tinha arrecadado USD 294,85 milhões, um aumento de USD 30,7 milhões (11,7%) em relação ao período homólogo de 2018. O valor resultou da comercialização de 2,94 milhões de quilates de diamantes, representando um aumento de 46 por cento face ao período homólogo de 2018.

De acordo com dados da Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola (SODIAM) apresentados o ano passado, havia um aumento de 722,8 mil quilates de diamantes em relação ao mesmo período de 2018. Angola produz, anualmente, cerca de 9 milhões de quilates de diamantes, e as autoridades pretendem alargar a produção anual para 13 milhões, até 2022. A melhoria do desempenho do sector diamantífero é apontada como tendo incrementado as receitas, na ordem de 46 por cento, o que demonstra crescimento com as novas políticas implementadas pelo Executivo.

Estrangeiros financiam exploração ilícita de diamantes

A exploração ilícita de diamantes no país é um dos principais cancros que faz com que Angola não arrecade maiores benefícios provenientes deste recurso. Recentemente, na província do Bié, o porta-voz da “Operação Transparência”, comissário António José Bernardo, denunciou o persistente “ataque” a este recurso por parte de cidadãos estrangeiros ilegais que até financiam operações de exploração.

O responsável expressou o facto em conferência de imprensa, no final de um encontro que o chefe do Posto de Comando Avançado da Operação Transparência, tenente-general Américo Valente, manteve com os membros locais que intervêm neste processo. António Bernardo confirmou a persistência de cidadãos estrangeiros ilegais em financiarem a exploração, compra e comercialização ilícita de diamantes, tendo em conta a vulnerabilidade dos cidadãos nacionais nas zonas diamantíferas.

Disse que a situação preocupa as autoridades administrativas, uma vez que o Executivo está a trabalhar na organização da actividade de exploração da “pedra preciosa” no país, de modo a arrecadar mais receitas para os cofres do Estado.
Segundo o porta-voz, desde o início da “Operação Transparência”, a 25 de Setembro de 2018, até à data presente, já foram detidos no Bié cerca de 200 estrangeiros ilegais, a maior parte dos quais da República Democrático do Congo.