Países da SADC podem partilhar satélite este ano

O coordenador sénior da SADC para a área da Ciência, Tecnologia e informação, george ah-Thew, adiantou que os países membros da Comunidades de Desenvolvimento da África austral (SaDC) estão a unir esforços no sentido de se estabelecer um sistema de satélite partilhado até ao mês de maio do ano em curso

O responsável que falou ontem, em Luanda, à margem do III workshop sobre ”Capacitação em aplicação de Satélites e da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e Estrutura para Partilha dos Sistemas de Satélites da SADC”, disse que, neste momento, na região da SADC tem recebido serviços de satélites que não fazem parte da região, por isso, acredita ser um momento ideal para a implementação de políticas com vista a criação de uma infraestrutura para partilha de satélites em toda a região da SADC.

“Os países da SADC devem unir esforços no sentido de se estabelecer um sistema de satélite partilhado”, disse. Explicou ainda que, a mesma intenção já foi aprovada pelo Conselho de Ministros da Tanzânia e acredita ser o momento ideal para o efeito por formas a garantir que as áreas rurais tenham acesso aos serviços de satélites. Actualmente, a conectividade em termos de Internet e badband (bandas más) são feitas por satélites e as zonas rurais não devem estar isentas das tecnologias”, afirmou.

Por isso, reforçou a necessidade de continuar a trabalhar no sentido de criar partilha de satélites em toda a região. Para George Ah-Thew, o workshop, além das discussões sobre partilha de informação, vai servir para os estados membros da SADC trocarem experiências.

Angola com capacidade para controlar satélites Por sua vez, o secretário de Estado para as Telecomunicações, Mário Oliveira, garantiu que o Centro de Missão e Controlo de Satélite localizado na Funda, no município de Cacuaco, criado no âmbito do Programa Espacial Nacional, está equipado com tecnologia de última geração e controla três satélites em simultâneo. Ainda no âmbito do Programa Espacial Nacional, o Governo aprovou a construção e colocação em órbitra do satélite Angosat assim como um vasto programa de formação de quadros que já formou 60 especialistas em ciência espacial. Além disso, adiantou que neste momento estão a ser formados em países como Bielorrússia, França e Rússia especialistas angolanos para obtenção de títulos de mestrado e doutoramento em ciência espacial.

“Desta forma pretendemos criar uma boa integração na nossa região que terá como fim beneficiar as nossas populações em vários aspectos, desde a saúde, agricultura e indústria”, precisou. Referiu que dentro do Programa Espacial Nacional, o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), tem estado a desenvolver parcerias com várias instituições e Universidades através da construção de pequenos satélites denominados Cansat. Já o representante da África do Sul, Mobe Mnisi, esclareceu que, no que diz respeito ao seu país, está em curso a implementação de vários programas para a área espacial, tal, como a preparação para a construção de um satélite de comunicação.

Referiu que a África do Sul tem contribuído de forma significativa uma vez que fez parte da partilha de satélite aprovada em Setembro de 2018 na reunião de Ministros da Tanzânia. O III workshop sobre ”Capacitação em aplicação de Satélites e da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e Estrutura para Partilha dos Sistema de Satélites da SADC” que arrancou ontem vai até ao dia 17 do mês em curso, estão presentes mais de 50 delegados e membros da SADC de países como as Ilhas Maurícias, África do Sul, Zimbabwe, Namíbia, Moçambique, Tanzânia, Malawi, Botswana e República Democrática do Congo.

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