Ponte sobre rio Lutamo na En 250 em risco de desabar

A ponte sobre o rio lutamo, na estrada nacional (en) 250, que liga as províncias do Huambo, Bié e Cuando-Cubango, corre o risco de desabar a qualquer momento, depois de uma das passagens hidráulicas ter cedido, devido ao enferrujamento.

A infra-estrutura, no município do Cachiungo (Huambo), concretamente na zona do quilómetro 66, possui três passagens hidráulicas, com dois metros de diâmetro, cada uma delas. Dado o perigo que esta apresenta para a circulação de pessoas e bens, assim como a importância do troço no fomento das trocas comerciais entre as três províncias, esteve no local, esta Segunda-feira, a governadora do Huambo, Joana Lina, que depois de constatar “in loco” encontrou-se com os representantes das empresas de construção civil Angolaca, CR20 e Elevo, de modo a apresentarem uma proposta para o restaurao da infra-estrutura.

Em declarações à imprensa, o director do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) no Huambo, Adelino Jacinto, informou que a ponte apresenta, neste momento, um abatimento de uma das passagens hidráulicas de manilha em tubo ármico. Explicou que a cedência da ponte deve-se ao facto de os tubos ármicos estarem corroídos, em consequência do enferrujamento, o que obrigará a interdição da via, devendo, para o efeito, criar-se um desvio provisório.

Adelino Jacinto referiu que, apesar da intensidade das chuvas, que pode condicionar o andamento das obras, o prazo de execução pode ser de dois a três meses, com a remoção dos tubos ármicos e a colocação de passagens hidráulicas em betão armado. Disse que para facilitar a circulação de pessoas e bens, enquanto se aguarda pela colocação de uma ponte alternativa, decorrem trabalhos paliativos, como a colocação da brita, para evitar o desabamento total da ponte.

Localizada no planalto central de Angola, a província do Huambo, com uma extensão territorial de 35.771 quilómetros quadros, possui uma população de dois milhões, 519 mil e 309 habitantes, distribuídos em 11 municípios, que fazem das potencialidades agro-pecuárias a principal fonte de sustento. Essencialmente voltada para a área de extracção mineral e agropecuária, que representa 76 por cento da actividade económica da província, ela é limitada pelas províncias do Cuanza-Sul (Norte), Bié (Este), Huíla (Sul) e Benguela (Oeste).

error: Content is protected !!