Cimeira em Londres: Delegação angolana seis vezes mais obesa do que o recomendado

Após aprovar o envio da acusação formal contra Trump para o Senado, a líder democrata na Câmara afirma ‘confiar no impeachment’. Republicanos têm maioria nesta casa legislativa

Israel Campos, em Londres

Segundo uma nota supostamente vazada do Cerimonial da Presidência da República, a delegação oficial que irá representar o país na Cimeira de Investimento Reino Unido-África, que seria até então chefiada pelo Chefe de Estado, será composta por cerca de 70 pessoas, qualquer coisa como seis vezes acima daquilo que é orientado pela organização do evento. Uma nota, cuja proveniência é atribuída ao Palácio Presidencial, e que, até ao momento, não terá sido desmentida, dá conta da lista de nomes de uma cimeira que visa criar novas parcerias entre o Reino Unido e os países do continente africano.

Do documento, composto por mais de dez páginas, constam os nomes de altos dirigentes do aparelho de Estado, quadros da Presidência da República, órgãos de apoio, segurança, gabinete de voo presidencial e inclusive da imprensa pública. Entretanto, e para a curiosidade comum, uma nota da administração interna enviada aos corpos diplomáticos dos países africanos que farão parte do evento, a que este jornal também teve acesso, orienta para o máximo de 11 integrantes por cada delegação oficial. Segundo a informação, o tamanho da comitiva “depende de quem é o representante máximo da delegação”.

Por exemplo, caso o representante máximo da delegação seja o Chefe de Estado ou do governo, ele/a deverá fazer-se acompanhar dos ministros das Relações Exteriores e dos Negócios, no nosso contexto talvez este último substituído pelo titular da pasta do Comércio. Em adição, o Chefe de Estado tem direito a mais 4 acompanhantes e 1 oficial de segurança “(se necessário)”, lê-se no documento. O ministro das Relações Exteriores tem direito a um acompanhante e um oficial de segurança. Sendo que o representante dos Negócios tem somente direito a um acompanhante.

Fazendo, no total, uma delegação oficial constituída por apenas 11 elementos. Recorde-se que segundo fontes deste jornal, o Presidente da República já não mais integrará a delegação oficial no próximo dia 20, em Londres, por razões que continuam, pelo menos até ao momento, desconhecidas. Em contexto de austeridade e de anunciada “contenção de gastos”, pelo próprio governo, como é que se garante que “não se pode gastar por gastar”, como referiu há dias a ministra da Finanças, Vera Daves, com este tipo de excessos, segundo fontes deste jornal.

Manuel Nunes Júnior vai chefiar a delegação angolana em Londres em substituição de João Lourenço O Ministro de Estado do Desenvolvimento Económico Social, Manuel Nunes Júnior, deverá encabeçar a delegação angolana que vai representar o país na Cimeira de Investimento Reino-UnidoÁfrica, acabou de informar uma fonte a este jornal “Razões de estado e de agenda”, ainda de acordo com a nossa fonte, estiveram na base do cancelamento repentino da ida a Londres do Chefe de Estado angolano, João Lourenço, que até então seria o representante máximo da delegação oficial angolana neste evento que terá lugar na capital britânica no próximo dia 20 de Janeiro.

Ainda não se conhece uma nova lista da delegação oficial que será chefiada por Manuel Nunes Júnior mas a nossa fonte acredita que uma vez que o presidente já não se deslocará ao país, a lista será reduzida. Neste momento, contactos e negociações estão a ser feitos, entre as forças diplomáticas angolanas e britânicas, no sentido de se garantir que o presidente angolano faça uma visita de Estado ao Reino Unido, ainda este ano, como forma de garantir as boas relações entre os dois países.que integra a comitiva oficial que se deslocará a Londres, Reino Unido, no próximo dia 20 de Janeiro, para fazer parte.

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