Editorial: Não era para ser assim

Jornal OPaís edição 1717 de 15/01/2020

Não era para ser assim. Quarenta e poucos anos depois, o acesso às escola, uma das maiores reivindicações do movimento independentista angolano, continua motivo de luta. Há milhões de crianças sem escola todos os anos. A notícia vinda da Huíla, sobre tumultos na escola do bairro Nambambe, cidade do Lubango, em que encarregados de educação vão ao soco por uma vaga para as suas crianças, é bem demonstrativa do pouco que se fez, mais do que do que há por fazer. Em algum momento se perdeu o rumo, em algum momento se deixou de perceber que qualquer país é a sua própria educação. Embora engrandeça os bolsos de uns poucos, Angola tem de perceber que cometeu um enorme erro quando desinvestiu no ensino público e permitiu a proliferação do privado. Não resolveu o atraso do país.

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