Empreiteiros com obras do PIIM no Lubango podem ajustar preços na ordem do câmbio do dia

Os empreiteiros que ganharam o concurso público de adjudicação de obras no município do Lubango, capital da província da Huíla, já podem efectuar alguns ajustes nos preços concebidos nos termos contratuais em função do câmbio do dia, caso seja necessário

POR: João Katombela, na Huíla

A informação foi avançada, ontem, pelo administrador municipal, Armando Baptista Vieira, numa conferencia de imprensa, para falar sobre as obras em curso na capital huilana, no âmbito do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), concebido pelo Presidente da República. Armando Vieira fez saber que os ajustes nos preços estabelecidos nos termos contratuais, só serão aceites caso haja necessidade que o justifique, tendo em atenção a depreciação da moeda nacional face ao dólar que se tem registado nos últimos tempos.

“Este aspecto foi salvaguardado na última reunião havida no ano passado entre o Presidente da República e os vice- governadores provinciais, onde participamos como convidados, há sim uma possibilidade de ajustes nos preços, caso exista uma justificação aplausível” disse. O PIMM para o município do Lubango está orçado em cerca de oito mil milhões de kwanzas, dos quais, quatro mil milhões estão destinados para a electrificação dos bairros do município. Armando Vieira informou que dos oito mil milhões destinados para o município sede da província da Huíla, já se encontram em execução financeira um total de 443.917, 932 cêntimos (quatrocentos e quarenta e três mil e novecentos e dezassete Kwanzas e novecentos e trinta e dois cêntimos).

Este valor, segundo o responsável da Administração Municipal do Lubango, é parte de um todo que foi investido na construção de vários equipamentos sociais, como escolas e centros de saúde. Algumas empreitadas executadas no âmbito do programa em alusão já se encontram no grau de execução física bastante avançado, mas Armado Vieira lamenta a demora que se regista no arranque das obras do centro de saúde do bairro do Tchioco, arredores da cidade do Lubango, a cargo da empresa ORCALVES construções, que já recebeu 15 por cento do valor da obra. “Estamos agora a instar a empresa encarregue na construção de um centro de saúde do bairro do Tchioco, que mesmo tendo já recebido 15 por cento do valor da obra, ainda não iniciou as obras” revelou. Informou que no bairro Nambambe, o mais populoso do Lubango, só há escola uma pública, facto que tem criado vários constrangimentos aos pais e encarregados de educação, bem como à direcção daquele estabelecimento. Para se inverter o quadro, o administrador municipal do Lubango, adiantou que ainda este ano, e dentro do PIIM, este bairro vai beneficiar de duas escolas de 12 salas de aulas.

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