Governo admite exportação de abacates produzidos no Huambo

A intenção de se exportar o abacate produzido na província do Huambo foi avançada pelo ministro da Agricultura, António Francisco de Assis, que visitou aquela província do centro do país

Referência na produção agrícola, a província do Huambo pode ver um dos seus principais produtos mais valorizados. Trata-se do abacate que agora pode ser exportado. A intenção foi avançada pelo ministro da Agricultura e Desenvolvimento Florestal, António Francisco de Assis. Sem avançar o nome dos países interessados, o governante disse apenas que “trata-se de um produto bastante solicitado no exterior, e que consta nos planos do Executivo Central promover a sua produção, com o objectivo de exportar, de forma natural e transformada”, admitiu, sem avançar um horizonte temporal. A província do Huambo é uma das maiores produtoras de abacates, com grandes quantidades a se estragarem por falta de escoamento e capacidade de transformação, sobretudo para cosméticos.

Investigação agrária e a sua importância

O ministro da Agricultura e Florestas, António Francisco de Assis reconheceu, no Huambo, a necessidade de uma aposta séria na investigação agronómica e veterinária, para que sejam alcançados os objectivos de revitalização do sector agro-pecuário no país António Francisco de Assis referiu que “a investigação agronómica e veterinária são cruciais para se desenvolver o sector agro-pecuário”, enfatizou. Acrescentou que “os resultados da pesquisa e da investigação vão servir para orientar os diferentes actores, quer sejam agricultores ou empresários, que precisam de informação para o desenvolvimento das suas actividades”, lembrou. Actualmente, destacou, essas informações são fornecidas pelos Institutos de Investigação Agronómica (IIA) e de Investigação Veterinária (IIV), ambos em funcionamento na província do Huambo.

“Ainda há várias dificuldades do ponto de vista de recursos humanos e de outras condições que precisam ser resolvidas, para garantir que os mesmos funcionem com a normalidade que se lhes impõe”, afirmou. Por outro lado, reconheceu as potencialidades agronómicas da província do Huambo, para o cultivo de culturas como a do abacate e o café arábica, cujo aumento da produção pode beneficiar dos trabalhos destas instituições. Explicou que existem trabalhos de preparação de mudas de café para a distribuição aos camponeses, que está a ser desenvolvido pelo Instituto de Investigação Agronómica.

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