Violência doméstica diminuiu no Huambo

O número de casos de violência doméstica, na província do Huambo, diminuiu de mil e 557, em 2018, para mil e 383, em 2019, soube ontem, Quarta-feira, a ANGOP de fonte institucional

De acordo com o relatório anual do Gabinete da Acção Social, Família e Igualdade do Género a que a ANGOP teve acesso, a redução das infracções deveu-se ao incremento de acções de sensibilização sobre as consequências da violência doméstica na desestruturação das famílias. Estas acções, indica o documento, foram realizadas pelas autoridades da província, em parceria com as organizações da sociedade civil, com o objectivo de desencorajar esta prática dentro da família, enquanto base de qualquer sociedade.

Entre os casos mais frequentes, destaca-se o abandono familiar, com 799 casos, que consistiram pela não prestação de alimento, fuga do lar, à paternidade e à maternidade, seguindo-se as ofensas psicológicas, com 236, as agressões físicas, com 153, as de violência patrimonial, com 149, a verbal, com 34, e a sexual, com 12 ilícitos criminais. Das infracções ocorridas, lê-se no documento institucional, mil e 33 casos foram resolvidos pelo Gabinete da Acção Social, Família e Igualdade do Género, 19 encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR), dada a complexidade, ao passo que os restantes estão em via de resolução mútua.

Estes casos afectaram directamente, como vítimas, mil e 107 crianças e mulheres, assim como 276 homens. Localizada no planalto central de Angola, a província do Huambo, com uma extensão territorial de 35.771 quilómetros quadros, possui uma população de dois milhões, 519 mil e 309 habitantes, distribuídos em 11 municípios.

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