ICCA reúne 60 mil assinaturas para reconhecimento no Ministério da Cultura

Visando a sua legalização junto da autoridade competente, esta congregação diz ter já as assinaturas exigidas por lei para o seu reconhecimento

A Igreja de Coligação Cristã em Angola (ICCA) realiza no dia 15 de Fevereiro de 2020, em Luanda, a sua 12ª assembleia geral ordinária, durante a qual fará a apresentação das novas linhas de acção para o seu reconhecimento defi nitivo pelo Ministério da Cultura (Mincult). A informação foi avançada a OPAÍS pelo presidente desta coligação, que congrega 900 igrejas não reconhecidas, reverendo Antunes Huambo, cujo encontro vai reunir mais de 700 entidades eclesiásticas oriundas dos 164 municípios.

O responsável explicou que o encontro servirá para aferir a autenticidade das 60 mil cópias de Bilhetes de Identidade recolhidas aos seus fi éis para o reconhecimento desta igreja junto do Ministério da Cultura (Mincult), com base na Lei 12/19, Lei de Liberdade de Religião e Culto.

Informou que, em cumprimento da exigência do Ministério da Cultura, cada província deverá apresentar mil assinaturas, perfazendo um total de 18 mil assinaturas em todas as províncias, sendo que as demais devem ser apresentadas a nível central. Durante o encontro, segundo Antunes Huambo, serão também feitas algumas reestruturações nas direcções centrais e provinciais.

Será também analisado em profundidade o funcionamento da Juventude Religiosa de Angola (JRA),um fórum que reúne organizações juvenis da igrejas que formam a ICCA, bem como a sua revitalização. Reconhecimento Antunes Huambo disse estar confi ante que a congregação que dirige vai ser reconhecida, se “houver honestidade de quem decide”. Segundo o entrevistado, a ICCA foi criada sob orientação do Presidente da República cessante, cujo objectivo era o de estabelecer uma nova ordem eclesiástica, ou seja, reunir as igrejas não reconhecidas numa única, para se colocar fi m à proliferação das seitas.

O religioso deplorou o facto de até ao momento a mesma não ter sido reconhecida pelo Ministério da Cultura, doze anos depois da sua fundação, por razões que disse desconhecer. Explicou que a ICCA foi a primeira plataforma religiosa a ser criada no país, e estava prestes a ser reconhecida pela autoridade competente, mas por alegadas razões inconfessas de quem decide, o processo foi cancelado.

“Gostaríamos que, desta vez, as pessoas que estão a frente estejam imbuídas de boa-fé para que reconheçam a nossa igreja”, disse o líder da ICCA, para quem a falta de reconhecimento está a privar a profi ssão da fé dos seus fiéis.

Denunciou que as igrejas da ICCA na província de Cabinda foram encerradas há mais de um ano pelas autoridades locais, enquanto nas restantes continuam a rezar sem nenhum impedimento. Disse que foram feitos vários contactos para a reabertura das mesmas, mas sem sucesso, deplorou, reforçando que os seus fiéis estão a ser penalizados espiritualmente, pelo que apelou o bom senso de quem decide para a sua reabertura.

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