MISA-Angola inicia “renascimento”

Eclipsada nos últimos tempos, a organização que representa um compromisso do Estado Angolano perante a região austral do continente dá o primeiro passo para voltar à ribalta, depois de 7 anos de letargia

O Instituto de Comunicação Social da África- Austral em Angola(Mi sa- Angola) realiza, no próximo dia 1 de Fevereiro de 2020, a sua primeira assembleia depois da última eleição dos órgãos directivos da organização em 2013. Segundo uma convocatória, datada de 13 de Janeiro e assinada pelo presidente da mesa da assembleia geral, Salvador Freire, o encontro do primeiro dia de Fevereiro resulta da necessidade do estabelecimento de um “programa de reanimação e relançamento da organização, incidindo no cronograma de admissão de novos membros e a renovação de mandatos dos órgãos”.

Desde a eleição do presidente do conselho de governadores, Alexandre Neto Solombe, e restantes órgãos directivos do Misa-Angola, em Abril de 2013, que não se realiza qualquer reunião do género. Se fossem respeitados os princípios estatutários neste intervalo, a instituição teria realizado, no mínimo, duas assembleias/ano e um pleito eleitoral de renovação dos seus órgãos.

Ao longo de 2019 duas tentativas de convocação de assembleia da organização não terão sido bem-sucedidas e desde essa data os órgãos “mergulharam numa certa letargia”, que ajudou a eclipsar a sua presença na esfera pública angolana.

A convocação deste encontro resultou do encorajamento que o presidente da messa assembleia- geral recebeu dos poucos membros e defensores dos direitos humanos e garantia do exercício do pluralismo de expressão e do desenvolvimento da comunicação social, com base no que os estatutos lhe conferem. Na última assembleia realipropózada em 2013 participaram pouco mais de duas dezenas de membros com quotas pagas e direito de voto.

Refirase que uma significativa parte de membros do Misa-Angola deixou de estar engajada na vida da organização no país que tem sido marcada por repetidas falhas, tanto no interior dos órgãos eleitos como entre as equipas que se vão sucedendo na liderança. A quase permanente situação de conflito na organização motivou em algumas ocasiões a suspensão de Angola dos órgãos regionais, de onde continuam a chegar apelos para uma maior e melhor organização funcional do Misa local.

O Misa-Angola existe desde 1996 e é representante do Instituto de Comunicação Social da África Austral (Misa Regional) criado em 1992, em Windhoek, Namíbia, com o objectivo de promover e defender a liberdade de imprensa, dando passos apropriados onde ela é violada e procurar remover os obstáculos ao fluxo livre da informação.

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