Samakuva defende união para combater a corrupção

O ex-presidente da UNITA, Isaías Samakuva, disse ser importante todas as forças vivas cerrarem fileiras para um combate eficaz contra a corrupção e a impunidade

Samakuva, que falava à imprensa nesta Terça-feira, 14, depois de ter tomado posse como membro do Comité Permanente da Comissão Política (CPCP), órgão deliberativo deste partido, diz que a cruzada contra a corrupção decretada pelo Presidente da República, João Lourenço, deve partir de dentro do seu partido, o MPLA. Reconheceu ser difícil João Lourenço estancar os actos de corrupção, começando pelo seu próprio partido, mas Samakuva entende como sendo essa a única saída. “Esta medida poderá ser um dilema grande para ele, mas há necessidade de ser feito”, disse o antigo líder da UNITA.

“É preciso ter coragem, não só física, mas também política, acima de tudo, para que se alcance estes objectivos”, disse Samakuva. No seu entender, para se concretizar estes propósitos, além do apoio do seu partido, o Presidente da República devia contar com o apoio dos partidos políticos da Oposição, da sociedade civil, entre outros.

Forças de bloqueio Apesar de alguns resultados palpáveis no combate à corrupção e à impunidade, a luta contra os crimes de “colarinho branco” tem sido difícil, por haver “forças de bloqueio, segundo o antigo líder do partido do “galo negro”. Avançou que as alegadas “forças de bloqueio” são pessoas poderosas que envolveram-se neste processo de corrupção a que o próprio Presidente se referiu numa determinada ocasião.

Refira-se que Isaías Samakuva foi líder da UNITA de 2003 a 2019, em substituição do presidente-fundador Jonas Savimbi, morto em combate a 22 de Fevereiro de 2002 no Moxico. Deixou a liderança desta força política no ano passado, com a eleição de Adalberto Costa Júnior no XIII Congresso ordinário realizado de 13 a 15 de Novembro do ano passado.

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