A outra guerra

Há uma guerra quase silenciosa, subterrânea, a afectar parte importante do Estado Sim, do Estado, porque mina um dos seus pilares. As declarações dos partidos da Oposição relactivas à designação do novo presidente da Comissão Nacional Eleitoral, que ameaçam aquecer um pouco mais o jogo político, são apenas o novo episódio de um filme de terror que se vive no espaço judicial angolano.

Aí “mata-se” à sangue frio, sem piedade alguma. E não é de agora. Rui Ferreira, antes de ter finalmente desistido da magistratura judicial, foi alvo de uma campanha intensa que só pode ter sido muito bem orquestrada. Não sei se ele é ou não culpado de tudo de que foi acusado, mas que houve jogo muito sujo e anti-democrático, lá isso houve. Baixaria total.

Dá para perceber que estamos numa fase em que para algumas pessoas tudo vale. Tudo mesmo. Este novo presidente da CNE, Manuel Pereira da Silva “Manico”, só falta saber que cor de meias mais gosta de usar. Há meses que a batalha mas redes sociais envolve o seu nome. As refere não são boas.

Não o conheço e não posso fazer qualquer juízo, mas que vai sofrer, lá isso vai. Por um lado, pela venalidade da nossa classe de juízes, assustadoramente triste e desesperançosa. Se o país depender apenas deles, é para esquecer, não haverá país nunca. Aquilo que vão revelando uns dos outros, até concubinatos, é aterrador.

Por outro lado, lembramo-nos da presidente que tinha sido indicada em 2012 e depois substituída quase que por força das ruas. Então, nos próximos tempos ouviremos falar do judiciário pela auto-exposicão dos seus pobres e também pela pressão política. Tudo o que o não faz falta ao país.

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