APN abre ano político com o discurso virado para as eleições autárquicas

O vice-presidente da Aliança Patriótica Nacional(APN), Edilson de Almeida, afirmou, ontem, em Luanda, que o ano de 2020 será decisivo para os angolanos, altura em que serão realizadas as primeiras eleições autárquicas

Discursando na abertura do ano político do seu partido, no bairro Boa Esperança, no município do Cacuaco, arredores de Luanda, explicou que com a realização das eleições autárquicas os municípios terão maior autonomia para a resolução dos problemas das comunidades. Edilson de Almeida disse que aos futuros governantes lhes será exigido a criação de um ambiente favorável, que permita a criação de condições para que se tenha mais justiça social, emprego, habitação, hospitais, saneamento, água e energia para todos. Segundo o jovem político, não se pode retardar o desenvolvimento do país, e dos jovens, em particular, realçando que Angola precisa de mudar, e se depender da Aliança Patriótioca Nacional, “tudo faremos para que essa mudança aconteça agora”, disse.

Para a mudança, declarou que o país precisa de dirigentes competentes comprometidos com Angola e com os angolanos e com bem estar e social das famílias. Mas esse comprometimento, de acordo com o responsável, só será concretizado se se acreditar nas pessoas e não na filiação partidária. No seu discurso, Edilson de Almeida defendeu ainda a necessidade de um Estado que impulsione a iniciativa privada, que seja parceiro e estimulador da cidadania plena e um governo com “uma relação saudável com o poder”.

Corrupção

Falando para uma vasta multidão, o vice-presidente da APN apontou a corrupção como sendo um dos males maiores que o país vive, decorrente da “má gestão da coisa pública”. Segundo Edison de Almeida, a corrupção impediu que hoje o país tivesse melhores escolas, universidades públicas de qualidade, mais habitação condigna e mais hospitais.

Na senda do combate à corrupção, o político augura que as investigações sobre “actos de corrupção, má gestão da coisa pública e abuso de poder” sejam concluídas e que os eventuais prevaricadores sejam levados à justiça. Por outro lado, o político da Aliança Patriótica Nacional, apelou à classe política angolana a estar mais próxima do cidadão em todas as circunstâncias. A Aliança Patriótica Nacional é o único partido extra-parlamentar angolano, saído das eleições gerais de Agosto de 2017.

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