BAI no Luena tem AKZ 32 mil milhões para o sector produtivo

O balcão do Banco Africano de Investimento (BAI), na capital do Moxico, tem 32 mil milhões de Kwanzas para financiar o sector produtivo, com realce para os projectos agrícolas, anunciou ontem, o seu gerente, Celson Cambango. Em declarações à ANGOP, o responsável explicou que o financiamento enquadra-se no Programa de Apoio ao Crédito (PAC), criado pelo Ministério da Economia e liderado pelos Gabinetes Provinciais de Desenvolvimento Integrado. Referiu que o montante destina-se para apoiar financeiramente os camponeses organizados em cooperativas e associações agrícolas, com um valor que vai de acordo com o nível da produção de cada uma. Frisou que antes de atribuir o crédito, a instituição vai realizar um estudo de viabilidade económica e financeira para avaliar as formas de sustentabilidade do projecto, com vista a garantir o retorno do capital inicial, para, posteriormente, o beneficiário passar a ser cliente prestigiado do BAI.

Para ter o acesso ao financiamento, fez saber, foi criada uma equipa multi-sectorial, liderada por técnicos do gabinete provincial de Desenvolvimento Integrado, que após a conclusão da documentação necessária deverá fazer a entrega do expediente ao banco. Disse não ter ainda recebido nenhuma solicitação dos agricultores locais para esta linha de financiamento, que possui taxas de juros bonificados, a serem pagos em cinco ou mais de 10 anos.

O gerente do BAI indicou que os valores a serem atribuídos às associações e cooperativas agrícolas interessadas poderão rondar aos mais de 50 milhões de Kwanzas, dependendo da sua escala de produção. Para a cedência de crédito, no âmbito do PAC, estão igualmente disponíveis valores no Banco de Comércio e Indústria (BCI), Banco de Negócio Internacional (BNI), Banco de Fomento Angola (BFA) e Millennium. Criado em Fevereiro de 2019, o PAC visa materializar o Programa de Produção Nacional (PRODESI), em curso desde 2018. O PRODESI prevê alavancar a produção interna e impulsionar a diversificação económica, numa altura em que o país busca soluções eficientes para se reerguer da crise financeira, iniciada em 2014.
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