Ngoi Salucombo baptiza exposição fotográfica “Boda no meu Kubico”

A mostra é uma performance livre cujo objectivo é saudar os 444 anos que Luanda assinala no dia 25 de Janeiro

“Boda no meu Kubico” é título da exposição fotográfica de autoria de Ngoi Salucombo, que estará patente entre os dias 24 de Janeiro e 24 de Fevereiro, na Casa Rede, em Luanda, visando festejar com a cidade capital, os 444 anos de existência que a mesma assinala a 25 de Janeiro. De acordo com uma nota sufragada pelo autor, trata-se de uma exposição fotográfica que se apresentar como uma mostra em live performance, com a finalidade de expor uma visão mais próxima da realidade, a vivência de uma família num prédio situado no centro de Luanda.

“Luanda é uma cidade difícil! Muitas vezes não sei se é por causa do nosso egocentrismo de kaluanda, mesmo sendo uma cidade difícil nós nunca assumimos esse facto, e o meu trabalho está muito ligado a isto. Não gosto muito da glamorização da dificuldade e depois, tem ainda outra coisa, apesar de ser uma cidade difícil, existe algo quase inexplicável que às vezes é também glamorizado, não gosto muito dessa dica, mas tenho que assumir… é muito difícil divorciarmo-nos desta cidade!

No meu caso pessoal tem que ver com a relevância daquilo que faço quando estou em Luanda”, justifica o fotógrafo. Mais adiante acrescenta, “O que eu sinto é que no final do mês eu fiz o meu trabalho, recebi a minha remuneração e o meu trabalho foi importante para mudar alguma coisa. É essa parte que para mim é difícil de divorciar-me da cidade. A questão de ser relevante! Lá fora posso fazer muita coisa mas eu sinto que o que eu faço lá não é importante, é como se eles já tivessem tudo”. De referir que a exposição “Boda no meu Kubiko” é um projecto que tem o apoio do Goethe-Institut Luanda, Alliance Française de Luanda, Água Fonte de Amor e da produtora Geração 80.

O autor Ngoi Salucombo é formado em Interior Design de onde saltou para a publicidade (copywriter) e de lá para a fotografia. Salucombo é apaixonado pelo movimento das cidades marcado pelo triângulo, pessoas, edifícios e hábitos. Nos últimos 10 anos registou o movimento de diferentes cidades como Namibe, Moxico, Huambo, Paris, Cape Town ou Luanda, local onde captou a metamorfose surgida através de uma riqueza utópica. Publicitário, fotógrafo e blogger, em 2013 produziu e foi Director de
Fotografia do documentário Angola Ano Zero, que chegou ao festival de Cannes. Membro do colectivo cultural Pés Descalços, produtor e responsável de comunicação do TEDxLuanda, vive e trabalha entre Cape Town e Luanda.

error: Content is protected !!