AIESPA propõe novas propinas nas universidades privadas

Responsáveis e promotores das principais universidades privadas do país estiveram reunidos na passada Sexta-feira, 17, no salão nobre da Universidade Católica de Angola, sob a chancela da Associação das Instituições de Ensino Superior Privados de Angola (AIESPA)

Sessenta mil e 139.20 Kwanzas é o valor proposto pela Associação das Instituições de Ensino Superior Privada de Angola (AIESPA), na passada Sexta-feira, 17, para o curso de medicina. Para os cursos ligados às engenharias e áreas de tecnologias, a referida instituição sugere uma propina mensal de 51.255, ao passo que as ciências sociais e outras não especificadas ficariam cifradas em entre os 39.865 e 39.550 Kwanzas.

Quanto aos emolumentos, ficou também estabelecido que deverá ocorrer uma actualização do valor actual com uma taxa de 13, 9 por cento. De acordo com informações apuradas por este jornal, o encontro dirigido pelo presidente da mesa da assembleia-geral da Associação das Instituições de Ensino Superior Privadas de Angola, Filipe Zau, igualmente reitor da Universidade Independente de Angola, foi realizado no salão nobre da Universidade Católica de Angola. Além dos reitores, gestores e directores gerais, participaram no encontro promotores das principais instituições privadas do ensino superior, entre as quais a própria Universidade Católica e Universidade Independente de Angola, assim como das universidades Gregório Semedo, Lusíada, Óscar Ribas, Piaget, ISPAJ, ISPTEC, ISIA e IMETRO.

Além das instituições sediadas em Luanda, a fonte de OPAÍS revelou que estiveram presentes na reunião, que durou mais de três horas, representantes de algumas instituições sediadas noutras províncias. “Outros emolumentos de especificidade de alguns cursos, como a Saúde e a Engenharia, devem ser aplicados pelas instituições que têm estas especificidades justificáveis pela estrutura de custo”, explicou um dos presentes. Segundo apurou OPAÍS, a direcção da Associação das Instituições de Ensino Superior de Angola enviou em Outubro do ano passado ao Ministério do Ensino Superior algumas das propostas para um aumento das propinas.

“Até ao momento não temos tido nenhuma resposta por parte do Ministério do Ensino Superior”, garantiu um dos responsáveis presentes no encontro de Sexta-feira, criticando, pelo o seu mutismo, o facto de o Executivo ter contrariado também os princípios da economia de mercado com os preços vigiados no sector, mesmo sem subsidiar os preços baixos praticados em muitas universidades e institutos superiores. Apenas a Universidade Católica durante algum tempo beneficiava de um apoio do Executivo, através do Fundo do Petróleo.

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