Classe artística analisa espaço “Há teatro no Camões” na Quinta-feira

O encontro com duração de mais de duas horas, para além do balanço dos quatro anos, possibilitará aos interlocutores perspectivar as próximas edições do evento de periodicidade trimestral

Uma mesa redonda denominada “Há teatro no Camões – balanço” é realizada na Quinta-feira, 23, às 17 horas no Auditório Pepetela do Camões/Centro Cultural Português (CCCP), com a presença de seis oradores ligados à arte. O elenco será dominado por dramaturgos, encenadores, actores e formadores, que acompanham o evento deste o seu início, em Janeiro de 2015. Trata-se de José Mena Abrantes, Anacleta Pereira, Adelino Caracol, Enoque Caracol, Adérito Rodrigues, Tony Frampénio e José Teixeira, que, durante o encontro, vão tecer algumas considerações dos quatro anos em que foi realizado o evento de periodicidade trimestral.

O encontro, com duração de mais de duas horas, possibilitará ainda aos interlocutores perspectivarem as próximas edições do evento. Segundo o seu coordenador, José Teixeira, o objectivo é ouvir a opinião dos intervenientes e do público presente, sobre os quatro anos de realização do evento, a fim de constatar e perspectivar melhorias. “Vamos fazer um rescaldo artístico, também da amizade fomentada durante esses anos, e ver o que foi transmitido nos debates, e o que devemos melhorar, sobretudo para obter a opinião da classe artística. É um espaço que está entre nós, os teatristas. Por isso, temos a convicção que de forma trimestral nos reunimos, para debater assuntos do nosso interesse”, contou.

José Teixeira avançou que durante os quatro anos foram realizados 37 debates relacionados com os problemas vividos pela classe artística, como a falta de salas de teatro, formação, prémios ao nível desta arte e o seu fomento no país. Durante o período, foram ainda exibidas igual número de peças teatrais por vários grupos. Entre os oradores, o coordenador do evento disse constar 55 individualidades, desde dramaturgos, encenadores, formadores de artistas e actores, que, através dos seus conhecimentos, contribuem para o conhecimento dos próprios artistas.

“Eles nos têm como preferência, porque aprendem sempre alguma coisa sobre esta arte. Mesmo em termos de relações humanas, a classe era muito dividida e este espaço, sendo acolhedor, promoveu a unidade entre eles. Outra questão tem que ver com o segundo momento, relacionado com as exibições, que posteriormente são analisadas, com o objectivo de aprimorar as técnicas teatrais”, enfatizou.

Em 2020

Para o ano em curso, a organização perspectiva realizar um evento mais aberto, onde se possa debater temas de interesse social, com a presença de historiadores, antropólogos, sociólogos, psicólogos, entre outros. “Queremos este ano estar ligados a outras vertentes, e não só a temas relacionados com a própria arte. Quem sabe criar também outro público ao nível do teatro”, disse.

Homenagem

Teixeira avançou que pretendem ainda homenagear a Directora do CCCP, Teresa Mateus, que depois de 25 anos de trabalho vai deixar o espaço, para regressar à sua terra natal, Portugal. “Vamos fazer uma singela homenagem, pelo seu contributo neste espaço apreciado por todos os artistas da classe. Isso porque logo que apresentamos o projecto, deu-nos forças para prosseguir, e graças a Deus hoje estamos aqui”, disse.

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