Angola disponível para construção da aliança África-Europa

Angola está disponível para a construção de uma aliança estratégica África-Europa que contribua para a igualdade de oportunidades, disse ontem, em Luanda, a segunda vicepresidente da Assembleia Nacional, Suzana de Melo

A deputada falava na abertura do seminário conjunto de audição parlamentar entre a União Europeia (UE) e Angola, no âmbito do acordo de Cotonou, África-Caraíbas e Pacífico (ACP). O acordo comercial, que expira em Março deste ano, foi assinado em 2000 para regulamentar a relação ACP-UE. Abrange os 28 Estados-membros da União Europeia e os 79 países ACP, sucedendo à Convenção de Lomé. Suzana de Melo disse esperar que, com o fim desse acordo, a União Europeia continue a trabalhar para um outro mais substancial, adaptado à África, às Caraíbas e ao Pacífico. Segundo a deputada, o futuro acordo ACP-UE deve abranger áreas prioritárias como a democracia, paz e segurança, migração e mobilidade, erradicação da pobreza, alterações climáticas, direitos humanos, crescimento económico e investimento.

Promoção da legislação política

Ressaltou, também, o engajamento de Angola na promoção da legislação política e acções afins, bem como o reforço da resiliência e da capacidade de adaptação de políticas públicas sustentáveis. A UE e os países ACP reuniramse em 2019, no Tchad, para fazer o balanço dos debates e concluir a segunda ronda de negociações no âmbito de uma nova parceria entre estas organizações pós 2020.

Reforço da capacidade

Entretanto, Joxean Fernandes, especialista internacional em desenvolvimento da União Europeia, manifestou a necessidade do reforço dos parlamentos dos Países de Língua Oficial Portuguesa e Timor Leste para acompanharem convenientemente os mecanismos de diálogo das suas políticas públicas. Explicou que, actualmente, o mundo tem desafios de grande complexidade cuja abordagem precisa de uma maior inteligência colectiva.

Joxean Fernandes disse que é preciso ter maior capacidade para dar resposta aos grandes desafios globais como as mudanças climáticas, as migrações, o impacto da combinação das tecnologias na vida dos cidadãos, realidade virtual e inteligência artificial. Com a realização desse evento, Angola encerra o ciclo de seminários realizados em 2019 nos outros países que integram os PALOP e Timor Leste.

Reunião dos PALOP e Timor Leste

De acordo com a deputada Ruth Mendes, o objectivo desta audição visa analisar os moldes da cooperação entre os PALOP, Timor Leste e a União Europeia. Informou, igualmente, que Angola vai acolher, nos dias 30 e 31 deste mês, uma reunião dos PALOP e Timor Leste a decorrer na capital do país, Luanda.

O evento contará com a participação de delegações dos parlamentos dos tribunais de contas, Finanças e dos gabinetes dos Ordenadores Nacionais.A deputada falava na abertura do seminário conjunto de audição parlamentar entre a União Europeia (UE) e Angola, no âmbito do acordo de Cotonou, África-Caraíbas e Pacífico (ACP). O acordo comercial, que expira em Março deste ano, foi assinado em 2000 para regulamentar a relação ACP-UE.

Abrange os 28 Estados-membros da União Europeia e os 79 países ACP, sucedendo à Convenção de Lomé. Suzana de Melo disse esperar que, com o fim desse acordo, a União Europeia continue a trabalhar para um outro mais substancial, adaptado à África, às Caraíbas e ao Pacífico. Segundo a deputada, o futuro acordo ACP-UE deve abranger áreas prioritárias como a democracia, paz e segurança, migração e mobilidade, erradicação da pobreza, alterações climáticas, direitos humanos, crescimento económico e investimento

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