PGR anuncia que Isabel dos Santos foi constituida arguida

PGR desmente que haja perseguição política contra Isabel dos Santos, mas confirmou que ela é arguida por crimes de que é acusada, sem, entretanto, avançar mais pormenores à volta da empresária

O procurador geral da República, Hélder Pitta Grós, desmentiu ontem, em Luanda, que a instituição que dirige esteja a perseguir a empresária angolana e filha do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, Isabel dos Santos, por questões políticas. Falando a órgãos públicos de comunicação social, RNA (que passou em directo e anunciou um exclusivo) e TPA, no Palácio da Justiça, para comentar o “Luanda Leaks”, uma investigação feita por um consórcio de imprensa internacional, afirmou que a Procuradoria Geral da República não é uma instituição de partidos políticos.

“ A PGR não é um órgão político e nem faz parte de um partido político”, assegurou o procurador, realçando que a instituição que dirige está a investigar casos de denúncias que lhe chegam e não questões políticas. Mas confirmou que Isabel dos Santos é arguida nos crimes de que é acusada, sem, entretanto, avançar mais pormenores à volta da empresária.

Na passada semana, a empresária Isabel dos Santos enquadrou as denúncias que têm vindo a público contra si e contra o seu património, como tendo um pendor político e uma perseguição à família do ex-Presidente da República.

Sobre as revelações de “Luanda Leaks”, Pitta Grós informou que a PGR vai ser cautelosa no tratamento de todo o documento obtido de forma legal, através desta investigação que envolveu 120 jornalistas de 20 países.

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