Vice-presidente da UNITA denuncia vitimização contra Adalberto Costa Júnior

Arlete Chimbili, a primeira vice-presidente da UNITA, considera haver um grupo de militantes do partido no poder que procuram distorcer os discursos do líder do seu partido com vista “a intoxicar a opinião nacional e internacional”

Arlete Chimbili reagia às declarações de alguns membros do partido no poder, o MPLA, que criticaram o pronunciamento do líder da UNITA, na inauguração do Secretariado Provincial de Luanda em que alegou que o combate à corrupção estava a ser dirigido a uma determinada família. Adalberto Costa Júnior disse que a cruzada contra a corrupção está a ser direccionada à família do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, com realce para a sua filha, a empresária Isabel dos Santos.

Artelete Chimbili fez recentemente estas declarações à margem da cerimónia de cumprimentos de ano novo, em Luanda, sublinhando que o novo presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, assume a direcção desta força política num momento crucial da história do país. “As suas responsabilidades são enormes, tendo em vista os desafios políticos que se avizinham, designadamente as eleições gerais e as eleições autárquicas”, desabafou. Segundo a vice-presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior está na direcção do partido aproximadamente há 60 dias, mas já está a ser alvo de uma campanha de desinformação que procura distorcer os seus discursos “com vista a intoxicar a opinião nacional e internacional”.

Reforçou que os detractores do líder do partido do “galo negro” pretendem “atirar areia aos seus olhos” e desviar a atenção do povo dos reais problemas que o afectam. “O povo está atento e não se deixará manipular pela máquina de propaganda daqueles que empobreceram o país, deixando-o na miséria”, disse Arlete Chimbili. No seu primeiro acto de massas, realizado no distrito da Ingombota, município de Luanda, o seu pronunciamento foi considerado como tendo sido crítico em relação à governação do Presidente da República, João Lourenço. O líder da UNITA apontou haver um combate selectivo no que o combate à corrupção diz respeito, alegando existir perseguição à empresária angolana Isabel dos Santos, hoje a viver no estrangeiro.

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