Empresa Halliburton suspende secretário sindical das indústrias petro-químicas

Ao que tudo indica, o “braço-de-ferro” entre o Sindicato das Indústrias Petro-Químicas e Metalúrgicas de Angola(SIPEQMA) e a direcção da empresa americana Halliburton, de prestação de serviço à industria petrolífera, vai continuar ainda por muito tempo

Depois de se recusar a actualização do câmbio dos ordenados dos trabalhadores da Halliburton Overseas Limited Sucursal Angola, por argumentos poucos convincentes, segundo a comissão sindical, desta vez as acusações subiram de tom, com a suspensão do secretário do SIPEQMA, Camilo Carvalho, no dia 17 deste mês. Uma fonte ligada a este sindicato informou a OPAÍS que a suspensão de Camilo Carvalho, o rosto visível do sindicato, deveuse ao seu sindicalismo, que estará a ser interpretado como sendo uma afronta à direcção da empresa no que concerne à resolução de algumas exigências inseridas no contrato laboral. Segundo a fonte, a Camilo Carvalho foi instaurado um processo disciplinar, com base nos dispostos do artigo 48º da Lei Geral de Trabalho (Lei nº 7/16, de 15 de Junho, cuja decisão surpreendeu o colectivo de trabalhadores da Halliburton, com realce para os cidadãos angolanos.

Os trabalhadores reivindicam, entre outras, o reajuste cambial constante no caderno reivindicativo, solicitado pela mediação, e em vez de em 100 por cento, os trabalhadores mantêm a proposta de 75 por cento do reajuste salarial, ou seja, 250 por cento do aumento sobre o salário base actual, bem como os dois anos de retroactivos. Segundo a fonte, os trabalhadores manifestam- se abertos a suspender a greve que observam desde finais do ano passado, caso se conclua o primeiro ponto do caderno reivindicativo, que consiste no reajuste cambial.

Os trabalhadores queixam-se também do mau ambiente protagonizado pelos seus colegas expatriados, consubstanciado em actos de violência física e verbal, que, segundo eles, tem retirado a paz social na empresa. Refira-se que mais de 500 trabalhadores observam a greve por “tempo indeterminado” há quase um mês, devido à falta da actualização dos seus salários ao câmbio do Banco Nacional de Angola.

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