Entre o negocio e o vampirismo

Somam-se os escândalos com medicamentos fora de validade para consumo humano encontrados em clínicas pelo INADEC. Há que esclarecer bem as coisas, há que defi nir regras de acondicionamento de medicamentos que estejam fora de prazo, porque não podem ser descartados de qualquer maneira, mas há que, sobretudo, vigiar para que não sejam aplicados a pessoas.

Infelizmente, o negocio da saúde em Angola é visto como um negócio qualquer, o lucro de quem o gere é apenas o dinheiro, não a saúde das pessoas. Nos casos em que se comprove que tais medicamentos estão a ser usados pelas clínicas ou farmácias, multar, como diz o director do INADEC de Benguela, não chega, é preciso encerrar as unidades e proceder criminalmente contra os seus gestores e proprietários. Negócios sim, vampirismo não.

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