China suspende viagens turísticas para o exterior. Xi Jinping diz que coronavírus se espalha de maneira acelerada

Medida deve valer a partir de Segundafeira (27) e impede apenas as viagens organizadas por agências de viagens

A China vai suspender todas as viagens turísticas que partem do país para tentar conter o surto de coronavírus. O Presidente chinês disse neste Sábado (25) que o vírus está a espalharse de maneira acelerada e que o país enfrenta uma “situação grave”.
“Dada a grave situação de uma epidemia que se acelera, é necessário fortalecer a liderança centralizada e unificada do Comité Central do Partido”, disse numa colectiva de imprensa Xi Jinping.

Segundo o balanço mais recente, foram registados ao menos 1.372 casos de infecção e 41 mortes por complicações da doença no país. As restrições de excursões para o exterior passam a valer a partir de Segunda-feira (27). De acordo com a Associação de Turismo da China, as viagens domésticas já estavam sob restrição desde Sexta-feira (24). Uma empresa chinesa de transporte por aplicativos informou que, a partir de Domingo (26), as corridas intermunicipais, partindo ou chegando de Pequim, também serão restringidas.

A região mais afectada tem, desde Sexta, restrições de circulação que afectam cerca de 40 milhões de pessoas. As restrições incluem o encerramento de estações de comboio, estradas, transportes urbanos e de circulação de carros por algumas estradas. As autoridades ainda não informaram quando essas medidas serão retiradas. Coronavírus em 4 continentes Até o momento, além da China, que tem o maior número de confirmações da doença, dez países em quatro continentes já identificaram e isolaram pacientes com coronavírus.

A China está numa corrida científica e estrutural para conter o avanço de novos casos de coronavírus. Além de desenvolver pesquisas para identificar detalhes da estirpe do vírus e de impor restrições de circulação e enecrramento de pontos turísticos, o país está a construir dois hospitais para tratar exclusivamente dos infectados. Os empreendimentos seguem o modelo de Pequim para tratamento de doenças respiratórias agudas, conhecidas como SARS. O primeiro hospital terá 1 mil leitos, uma área de 25 mil m² e deverá ser inaugurado a 3 de Fevereiro. O segundo, anunciado neste Sábado, deve ter 1,3 mil leitos e será entregue em 15 dias. Globo

 

Mais jovens escaparam da pneumonia, diz estudo
Levantamento aponta que esposa do primeiro homem a morrer também foi infectada e internada com pneumonia 5 dias após o marido. Ela não esteve no mercado de Wuhan. Enquanto um estudo publicado na Quinta-feira (23) mostrou que mais de 52% das vítimas fatais de coronavírus eram idosos e com alguma doença crônica associada, um novo artigo divulgado nesta Sexta (24) na revista “The Lancet” mostra que a maioria dos sobreviventes tem até 49 anos e é saudável. A pesquisa desta Sexta analisou os 41 primeiros pacientes do novo coronavírus confirmados entre 16 de Dezembro e 2 de Janeiro – seis deles morreram, e todos têm entre 49 e 66 anos. Nenhuma criança ou adolescente foi infectado e todos os sobreviventes tinham entre 25 e 53 anos.

“O número de mortes está a aumentar rapidamente”, afirma o estudo, alertando que os números dos casos fatais recem dia a dia e que é urgente se descobrir “epidemiologia, duração da transmissão humana e espectro clínico da doença”. Os cientistas também confirmam a relação entre a infecção e o mercado de frutos do mar de Wuhan: 66% estiveram no local antes de serem internados. O mercado tem sido apontado como o local de origem das infecções do novo coronavírus.

Ele foi fechado a 1º de Janeiro. Um estudo publicado na Quarta (22) afirma que a infecção do vírus começou em serpentes que eram comercializadas no local. O que se sabe e o que ainda é dúvida sobre o coronavírus Entre os sobreviventes, a maioria, 27 deles, era saudável. Apenas 13 pessoas tinham doenças associadas: 8 com diabetes, 6 com hipertensão e 6 com doenças cardiovasculares.

‘Todos tiveram pneumonia’ O estudo concluiu que os sintomas mais comuns no início da doença foram febre (98%), tosse (76%) e mialgia ou fadiga (44%); os menos comuns foram produção de escarro (28%), dor de cabeça (8%) e diarreia (3%). Todos os infectados apresentaram pneumonia. Cerca de 32% dos casos foram encaminhados diretamente para unidade de tratamento intensivo (UTI) porque necessitavam de suporte de oxigênio para respirar.

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