Passeio: Património histórico e cultural de Luanda move turistas da capital

A iniciativa sob a chancela do Ministério do Turismo visa sensibilizar sobre a importância do património histórico e cultural que constitui a memória colectiva de todos os angolanos

Uma tour pedestre à baixa da cidade de Luanda acontece hoje, a partir das 8 horas, com concentração no largo defronte à Universidade de Angola, é uma promoção do Ministério do Turismo, no quadro das celebrações dos 444 anos de existência da capital, assinalado ontem, 25. Esta acção de acordo com o Ministério do Turismo em nota enviada à redacção deste jornal, tem como objectivo sensibilizar os participantes sobre a importância do património histórico e cultural que constitui a memória colectiva de todos os Angolanos.

“A cidade baixa de Luanda é detentora de um importante património histórico e cultural, assim como pela sua arquitectura histórico-monumental, o que a torna num elemento de excelência, no resgate e valorização da identidade da cidade”, lê-se no documento. Conta-se que em 1575, o capitão português Paulo Dias de Novais, ao desembarcar na Ilha do Cabo, estabeleceu o primeiro núcleo de colonos portugueses: cerca de 700 pessoas, das quais 350 homens de armas, religiosos, mercadores e funcionários públicos.

Um ano depois (1576), reconhecendo não ser aquele lugar adequado, avançou para terra fi rme e fundou a vila de São Paulo da Assunção de Luanda, e ali lançou a primeira pedra para a edifi cação da Igreja dedicada a São Sebastião, onde se encontra hoje o Museu das Forças Armadas. Trinta anos mais tarde, com o aumento da população europeia e do número de edifi cações, a vila de São Paulo da Assunção de Luanda acedeu ao forostendendo-se de São Miguel ao largo fronteiriço ao antigo Hospital Maria Pia (actual Josina Machel). No período da União Ibérica, em 1618 foi construída a Fortaleza de São Pedro da Barra. A cidade tornou-se no centro administrativo de Angola desde 1627.

Em 1634 foi construida a fortaleza de são miguel de Luanda. A cidade foi conquistada e esteve sob o domínio da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais de 1641 a 1648 quando foi recuperada para a Coroa Portuguesa por uma expedição enviada da Capitania do Rio de Janeiro, no Brasil, por Salvador Correia de Sá e Benevides. De 1550 a 1850, Luanda foi um importante centro do tráfego de escravos para o Brasil. Enquanto apenas um quinto das suas importações eram originadas de Portugal, os outros quatro quintos eram com o Brasil.

O equilíbrio na balança comercial era mantido com o intenso contrabando de escravos. A cidade limitava-se a funções militares, administrativas e de redistribuição. A indústria era praticamente inexistente e a instrução pública pouco evoluída. Em 1847, incluindo os edifícios públicos, a cidade contava com 144 casas com primeiro andar, 275 casas térreas e 1058 cubatas (cabanas de indígenas). Fonte: Jornal de Notícias

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