Usd 124 milhões reatam obras do Porto de Águas Profundas

A dívida contraída pelo Governo com várias empresas de construção nas obras de construção do Porto de Águas Profundas do Caio, em Cabinda forçou a sua paralisação durante dois anos

A directora-geral do Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA), Nazareth Neto, após pagamento da referida divida às empresas de construção, garantiu estarem criadas todas as condições para a continuidade das obras do Porto em Cabinda, ainda este mês. “A liquidação da respectiva dívida coube ao Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA), que entregou o montante de 124 milhões de dólares às empresas Caio Porto e CRBC”, assinalou Nazareth Neto, que representou o Ministério dos Transportes. A dirigente assegurou que “está ultrapassada a questão financeira que originava a paralisação da obra,” no período de cerca de dois anos, tendo referido que os passos seguintes reservam a revisão de outras facturas das operações realizadas durante o ano de 2019.

Segundo o responsável, com o pagamento da dívida, prevê-se a conclusão da primeira fase em 2022, sendo que no terceiro trimestre de 2021 será concluída a primeira fase do cais com a atracação do primeiro navio de longo curso. Por seu turno, o presidente do conselho de administração do Porto de Cabinda, Samuel Sambo, mostrou-se satisfeito com a retomada das obras do Porto de Águas Profundas do Caio. A opção de manter as empresas Caio Porto e a CRBC no projecto visa recomeçar a construção da infra-estrutura portuária, para pôr fim à dependência da província do Porto Económico de Ponta-Negra, República do Congo Brazaville. As obras do Porto de Águas Profundas do Caio iniciaram em 2015 e registou interrupções depois de atingir, em 2017, níveis de execução física acima de 45 por cento, com a construção de mais de 400 dos 775 metros de cais previstos.

O investimento no Porto do Caio está avaliado em mais de 800 milhões de dólares, dos quais 180 milhões foram já financiados pelo Fundo Soberano. Tida como a maior infra-estrutura da província, terá após a sua conclusão um ancoradouro com 1.130 metros de comprimento (atracagem de 4 navios em simultâneo) e 16 metros de profundidade, com capacidade para receber navios de grande porte. Terá ainda zonas envolventes superior a 2.500 hectares, instalações aduaneiras, oficinas (serviços de apoio ao porto e reparação de navios), armazéns e estabelecimentos comerciais. A retomada das obras do porto do Caio permitiu o regresso de muitos trabalhadores que se encontravam dispensados das suas empresas de apoio às obras.

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