Experiência do TEACH obriga a pedir fidelidade às direcções do ensino

A partir de um programa experimental levado a cabo no fim do ano transacto pelo projecto TEACH, nas províncias de Luanda, Bengo e Cuanza-Norte, técnicos da educação notaram algumas discrepâncias entre os dados fornecidos por dirigentes locais e as realidades das escolas, o que, segundo eles, não ajuda o processo de supervisão e apoio às aulas e à gestão escolar

O técnico do Departamento de Supervisão Pedagógica do Instituto Nacional de Formação de Quadros da Educação (INFOQE),Januário Adolfo Carvalho, apela à fidelidade das repartições e gabinetes do sector de ensino, no que ao fornecimento de dados diz respeito, a fim de facilitar o trabalho do projecto TEACH, que se desdobra a supervisionar e apoiar o trabalho do professor na sala de aulas. “Este apelo deve-se ao facto de termos registado algumas disparidades nos dados fornecidos por responsáveis do sector da Educação, a nível de municípios, durante o trabalho experimental que realizámos, sobretudo nas províncias do Bengo e Cuanza-Norte”, disse o técnico de supervisão pedagógica, tendo-se referido mais sobre dados desiguais de salas, classes de aulas e horários.

Januário Carvalho realçou, acerca de situações que obrigaram, ele e a sua equipa, a supervisionar salas e classes que não constavam na agenda, porque a informação prestada pelos órgãos de direcção local não condiziam com as realidades encontradas. De acordo com o quadro do Ministério da Educação que respondia pelo TEACH, se não houver fidelidade no tratamento e fornecimento de dados por parte dos responsáveis locais, acaba-se por comprometer o trabalho do programa de supervisão e apoio ou dobrar a programação de tarefas da equipa do INFQE.

Recordou que o TEACH é uma ferramenta de observação de aulas que fornece a mediação, de forma holística, do que acontece numa sala de aula, sendo que a sua visão consiste em revolucionar a maneira como os sistemas educacionais rastreiam e melhoram a qualidade de ensino, considerando- se o tempo que se gasta na aprendizagem. O projecto destaca a qualidade das práticas dos professores na sala de aulas, mas precisa de encontrar as condições criadas no tocante aos registos, já que os mesmos constituem um dos factores que concorrem para o alcance de bons resultados.

Apesar dos percalços criados naquela que consideram como a fase experimental, Januário Carvalho e a sua equipa do INFQE estão ansiosos por efectivar a fase de implementação ainda antes do início do 2º trimestre, em Maio do corrente ano, tendo, para tal, agendado uma formação a fim, a ser realizada no próximo mês de Março. Embora se tenha escusado de revelar as províncias contempladas para o arranque efectivo, Januário Carvalho deixou transparecer que os ciclos provinciais visados no projeto-piloto do ano passado ainda poderão constituir prioridade para a implementação.

26 Escolas supervisionadas

Segundo a informação avançada pelo técnico do Departamento de Supervisão Pedagógica do INFQE, foram supervisionadas 26 escolas durante a fase experimental, sendo 13 da província do Bengo e igual número da do Cuanza-Norte. No primeiro ciclo provincial foram sobretudo contemplados 12 estabelecimentos primários dos municípios de Dande, Dembos, Ambriz e Bula Atumba, além de Pangu-Aluquém. Apenas um Complexo escolar, ou seja, uma escola do ensino secundário do I e II Ciclo. Já para o Cuanza-Norte, supervisionaram-se cinco escolas das zonas rurais e oito de áreas urbanas, das quais sete estão afectas às Zonas de Influência Pedagógica e igual número ainda não estão ligadas ao Projecto Aprendizagem para Todos (PAT).

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