Novo Porto Pesqueiro do Porto Amboim cria 700 empregos

O projecto com três fases, arranca com a oferta de 700 empregos, cujas admissões começam a ser feitas em Fevereiro, depois da conclusão da primeira fase em Março

A primeira fase do Porto Pesqueiro do Porto Amboim, no município com o mesmo nome na província do Cuanza-Sul, arranca em Março, com a oferta de 700 empregos directos, informou à imprensa, nesta Segunda-feira, 27, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Wangfestao- KP, empresa proprietária desta unidade piscatória, Cardoso Pereira. A afirmação foi feita no final da visita efectuada a esta unidade pesqueira pelo governador provincial do Cuanza-Sul, Job Castelo Capapinha, que se encontra nesta cidade para presidir ao Conselho Municipal de Auscultação e Concertação Social do Porto Amboim, garantindo que a sua empresa está pronta a arrancar, aguardando apenas pelo licenciamento das embarcações, cujo processo está “encalhado” no Ministério das Pescas, por razões que disse desconhecer.

Apesar deste condicionalismo, Cardoso Pereira explicou que o arranque da primeira fase do projecto será a concretização de uma garantia da ministra das Pescas, Antonieta Baptista, dada ao Presidente da República, João Lourenço, quando esteve em visita de trabalho em Novembro do ano passado no Sumbe, garantiu que este projecto arrancaria em Março do ano em curso. Segundo o empresário, Antonieta Baptista disse ao Presidente da República que a Wangfestao- KP é a empresa com a qual o seu sector conta para a revitalização das Pescas nesta província, a julgar pela sua dimensão tanto na produção quanto na oferta de emprego, sendo mil e 500 postos directos e 700 indirectos. “ É nesta base que vamos recrutando o pessoal, tendo em conta a garantia que a senhora ministra deu ao senhor Presidente da República sobre este projecto”, disse, reforçando que a empresa está em condições para arrancar, aguardando apenas o aval do ministério da tutela.

Apesar da garantia dada ao presidente, o empresário deplorou o facto de até agora o Ministério das Pescas não ter licenciado as embarcações, numa altura em que a unidade está em condições para “ajudar a alavancar a economia e dar emprego às pessoas, sobretudo jovens”. Cardoso Pereira disse que o seu projecto foi feito em resposta ao apelo do Presidente da República sobre a revitalização do Sector das Pescas, em todo o país, em particular no município do Porto Amboim, com a remodelação e a construção de outros portos pesqueiros.

“Estamos aqui a cumprir a orientação do Presidente quando falou da necessidade do empresariado nacional proporcionar empregos aos angolanos, principalmente aos jovens, para reduzirmos o desemprego, multiplicar a produção nacional para se evitar a importação”, explicou, dizendo-estar confiante no licenciamento das embarcações num curto espaço de tempo. Entretanto, a fonte admitiu haver o que chamou de “forças de acção negativa”, que, segundo o responsável, são pessoas que se apresentam como sendo “amigos do governo, mas o seu objectivo é o de danificar as orientações do próprio governo”, desabafou. O empresário informou que, enquanto se aguarda pelo licenciamento, a sua empresa vai promover um ciclo de formação interna (on job) para pilotos de altura e outros técnicos, que vai ser subsidiada até à formalização dos contratos laborais .

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