Sim, estou no quê …

Felizmente, as autoridades angolanas se deram conta da necessidade de números de apoio para pessoas aflitas. Se vejo uma criança a ser barbaramente espancada, por exemplo, posso ligar para determinado número e fazer a denúncia, assim como posso denunciar casos de extorsão, corrupção, etc. Não são propriamente números de delação, são mais de apoio à vítima. A ideia é que haja no outro lado da linha uma voz especializada, muito bem treinada para este trabalho, capaz de manter em vida, pela linha, alguém ferido e a precisar de socorro, por exemplo. No caso do INEMA, o ideal, como noutros países, seria que a chamada chegasse a um médico ou paramédico capaz de perceber o que se passa com a pessoa aflita e dar orientações até à chegada das equipa na ambulância. Isto, apesar de parecer um sonho ainda para Angola, é possível, o problema é outro. Na Europa em que qualquer um tem o mapa correcto de qualquer localidade no telefone, um cidadão perdido que vá ter com um polícia, vê que este tem como, de imediato, guiá-lo, porque ou tem consigo um aparelho de GPS, ou um livrinho com toda a informação. Aqui, se alguém tiver a sorte de ser bem atendido num dos números de apoio, depois terá a tarefa hercúlea de transmitir ao serviço o local em que se encontra: “rua sem nome, casa sem número, depois do imbondeiro grande ao lado da cantina do tio Manel, mas cuidado, é a da porta de chapa branca, no segundo beco”. E se mandar o nome do bairro por escrito, bem, há nomes que o Governo diz ser com C e que a Administração escreve com K. Vamos continuar só a dizer que estamos no coiso, no quê, yá…

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