Cofre da Polícia deixado vazio e com dívidas aos bancos

A revelação é do novo presidente de direcção do cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional (cPPPN), Domingos Jerónimo. o novo responsável disse ter encontrado a instituição totalmente endividada com os bancos comerciais e outros credores

Domingos Jerónimo, que falava à margem de uma conferência de imprensa na sede do CPPPN, sobre o balanço das actividades desenvolvidas durante os primeiros 100 dias de trabalho no seu mandato, fez saber que todo o património do Cofre está hipotecado a bancos comercias, até mesmo o edifício central. Segundo o presidente, a direcção cessante deixou os cofres vazios, deixou problemas com os bancos.

Os estatutos são claros, não deve a direcção do Cofre julgar a cessante, mas, sim, levar o caso a mesa da Assembleia Geral para que se pronuncie sobre o assunto. “Está em curso o processo de regularização das nomeações dos representantes. Igualmente duas auditorias, uma interna, para aferir o estado financeiro da instituição antes da chegada da nova direcção, e outra externa, do Tribunal de Contas, igualmente à conta da instituição”, revelou.

O responsável fez saber que a direcção anterior assumiu compromissos com muitos sócios para atribuição de residências e muitos deles efectuaram pagamentos sem terem recebido os respectivos imóveis. Domingos Jerónimo, eleito na última Assembleia Geral do CPPPN, depois da renúncia da anterior direcção, elegeu a abertura e proximidade com os associados como bandeira para o seu mandato e, em 100 dias de trabalho, aprovaram um novo quadro orgânico da instituição e dinamizaram o processo de obtenção da reforma complementar e subsídio por morte.

“Visou-se o processo da pensão da reforma complementar e subsídios como algo que não se fazia há vários anos. Retornouse o processo de concessão de apoio social aos associados, um direito que havia sido banido pela direcção anterior”, disse.
Rescindiram-se contratos de prestação de serviço com oito empresas O presidente de direcção do Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional (CPPPN), Domingos Jerónimo, disse que rescindiram-se contratos de prestação de serviço com oito empresas, por se ter notado atropelos a Lei de Probidade Pública e outros contractos continuam a ser avaliados.

Também renegociaram os termos de pagamento da dívida com os bancos. A nova direcção fez a reapreciação e apuramento da dívida real com terceiros. Procederam à entrega de medicamentos à Direcção Nacional de Saúde do Comando Geral da Polícia Nacional, igualmente procedeu-se à revisão dos preços das residências nos projectos habitacionais Vila Azul e OASIS, do Zango 3, em Luanda. “Em relação a estes dois projectos imobiliários foram já celebrados alguns contratos promessa de compra e venda com os associados.

Está em curso a preparação para a realização da 11ª Assembleia Geral Ordinária do Cofre. Contou ainda que a direcção do CPPN está em busca de parceiros para a construção de casas sociais. Está em contacto com intuições bancárias para a cedência de crédito aos associados com juros bonificados. Assim como com seguradoras para a implementação do seguro de saúde. “Inventariação e avaliação do património do Cofre. Negociação com ocupantes do terreno de três hectares na Vila Azul. Renegociação de um edifício no Huambo com os moradores – negociação com os inquilinos dos edifícios para pagamento das rendas, uma das formas de rentabilizar os activos para do Cofre. É o que temos feito”, disse.

error: Content is protected !!