Governador de Benguela empossa novos administradores

Os novos administradores substituem os seus antecessores detidos pelo Serviço de investigação criminal (Sic) por alegada prática de crimes de peculato

POR:Constantino Eduardo, em Benguela

O governador provincial, Rui Falcão, espera que os novos administradores do Lobito e Catumbela, empossados nesta Quarta-feira, 29, se foquem nas metas, mas lembra as dificuldades financeiras do Estado e, por essa razão, pede maior capacidade para se contornarem os obstáculos. Dirigindo-se a Carlos Vasconcelos “Kaká”, novo administrador do município do Lobito, Fernando Belo, para a Catumbela, António Andrade, administrador-adjunto do Cubal, e mais três chefes de departamentos do Governo Provincial, pediu que os seus novos colaboradores não se distraiam com “ruídos” e tenham em atenção as metas definidas pelo executivo, que passam pela satisfação do interesse da colectividade.

“Estamos aqui com o espírito de solidariedade que nos caracteriza, a ajudar-vos nesta nobre missão. Sei, por experiência própria, que não é uma tarefa fácil, mas possível”, disse. O governador de Benguela quer maior capacidade dos administradores para contornarem determinados obstáculos derivados dos problemas económico-financeiros que afectam o país. Fernando Belo deixou a pasta de administrador adjunto do Cubal e vai agora ocupar-se das responsabilidades da Catumbela, uma região bastante fustigada pelas chuvas de anos anteriores. “Temos metas e estas são transformar a Catumbela num bom lugar para se viver”, disse, consciente dos desafios que tem pela frente.

A anterior gestão do município foi criticada por ter movimentado a sede da Administração para a centralidade do Luhongo, distanciando, deste modo, os serviços dos cidadãos. Fernando Belo, o homem que se segue, diz que terá havido factores que contribuíram para que tal ocorresse, mas não descarta a possibilidade de rever a questão. “Se houver necessidade, podese movimentar, porque a Administração tem que estar próxima da população”. Questionado como era chegar a um município a contas com a justiça, com o antecessor a responder por crimes de peculato e corrupção, Fernando Belo respondeu que o combate à corrupção está a ser conduzido superiormente pelo Presidente da República e, como tal, manifesta-se disponível para trabalhar com a justiça naquilo que for necessário. “Colaborando com a justiça estaremos a satisfazer o bem comum, nada teremos que nos opor e estar para que as instituições funcionem”, considerou.

Gestão dos mercados

No que respeita ao modelo de gestão de receitas dos mercados, um dos aspectos que está no centro das atenções dos órgãos de justiça, o novo administrador disse que vai apenas obedecer à lei que obriga a que as mesmas sejam canalizadas para a Conta Única do Tesouro (CUT). Já Carlos Vasconcelos “Kaká”, que substituiu Nelson da Conceição no cargo de administrador do Lobito, tem no saneamento básico e na reabilitação das valas de drenagem as suas prioridades e minimiza questões levantadas por determinados segmentos na cidade contra a sua nomeação. “Estou dentro da sociedade do Lobito”, disse, revelando que, depois de o despacho de nomeação ter sido publicado, recebeu várias manifestações de apoio da sociedade lobitanga. Carlos Vasconcelos promete se dedicar-se ao máximo para corresponder às expectativas e não defraudar a confiança em si depositada.

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