Carta do leitor: Falta mesmo dinheiro?

POR: Jorge pedro, Luanda

Caro director do jornal OPAÍS, Há qualquer coisa que não está bem nos angolanos, principalmente na sua capacidade de reacção para que um problema pequeno não se torne num problema grande. Ando pelas ruas do Nova Vida e de Talatona e, sinceramente, não entendo. O normal seria que, se uma árvore cai, os cidadãos reportam e a Administração manda imediatamente alguém retirar da via pública. Se uma sargeta rebenta, a Administração deveria mandar de mediato alguém ver o que se passou, esvaziar, reparar e repor tudo a funcionar como deve ser. Se há um buraco novo num lugar, a Administração deveria mandar tapar de imediato. Tudo isso fi caria muitas vezes mais barato do que aquilo que acontece aos nossos olhos. Há árvores caídas ou podadas no Nova Vida cujas folhas e ramos vão acabar por apodrecer na via pública e por criar embaraços, além de ratos e insectos que podem transmitir doenças. Na rua do hotel Palmeiras, em Talatona, mesmo por trás da esquadra da Polícia, há uma lagoa há dias no meio da rua. Vai criar doenças e vai danificar o asfalto.Na rua de um dos colégios mais caros de Angola e do supermercado Casa dos Frescos, em Talatona, de tanto que a sargeta esperou por reparação, as águas conseguiram tornar a rua já quase intransitável. Mais uma semana e a rua fi ca mesmo cortada, os buracos que surgiram já não aconselham a que lá se passe com um carro pequeno de turismo. Que parte do cérebro das nossas autoridades é que está desligada, sabendo-se que a reparação agora vai ficar muito mais cara e o país se queixa da falta de dinheiro? Ou será que não falta?

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