Consumo de combustíveis líquidos registam queda de 13,5 % em 2019

O sector de derivados de petróleo registou redução de 13,5% no IV semestre de 2019 comparando com o mesmo período homólogo. Os dados foram apresentados, ontem, Sexta-feira31, durante o balanço de desempenho no sector

O director do Instituto Regulador de Derivados de Petróleo (IRDP),Albino Ferreira, referiu que foram adquiridas para comercialização cerca de 882 mil toneladas métricas, equivalente a kzs 154 mil milhões. Deste valor, 29% é da Refinaria de Luanda, 2% Cabgoc- Topping de Cabinda, 69% a importação. Segundo ele, os números apresentam um decréscimo na ordem de 25,8% em relação ao trimestre anterior. E uma queda de 13,5 % em relação ao período homologo.

“O plano de aquisição do período em referência teve em consideração a retração dos consumos, motivada pela não utilização de gasóleo da parte da PRODEL para a geração de energia eléctrica”, explica. No que diz respeito à capacidade de armazenagem, Albino Ferreira referiu que o país mantém capacidade de armazenagem de combustíveis em terra de 676 mil 085 metros cúbitos, dos quais 347.511 metros cúbitos, corresponde a 54,45% pertencente a Sonangol Logística, enquanto 321.500 metros cúbitos correspondentes a 47,55% são propriedade da Pumangol.

País registra 951 postos de abastecimentos

Segundo Albino Ferreira, no final do IV trimestre de 2019 foram registrados 971 postos de abastecimentos em estado operacional, mais três em relação ao trimestre anterior. Deste número,393 pertencem a Sonangol representando 40%, 78 pertencem a Pumangol representando 8% e 446 são postos denominados de bandeira branca, que estão a ser gerenciados por pequenos operadores. “O volume de vendas globais dos vários segmentos de negócios, nomeadamente, retalho, consumo industrial, aviação e marinha, foi de aproximadamente 1.064.564 de toneladas métricas, registando-se um decréscimo de 8% em relação ao trimestre anterior”, explica. Em termos de quota de mercado, a Sonangol distribuidora manmatem a liderança com 69%, seguida da Pumangol com23% e a Galp com 8%. Cinco províncias do país consomem no geral o equivalente a 3/4 dos produtos. Da lista, a província de Luanda continua a frente com 49%, seguida por Cabinda 6,6%, Zaire 6,1%, Benguela 5,9 % e a Huíla com 5,8%.

Angola LNG lidera a produção de gaz de cozinha

No período em análise, foram introduzidas no mercado nacional cerca de 85.281 toneladas métricas de GPL. Sendo 88% proveniente da Angola LNG, 9% da Refinaria de Luanda, 3% do Topping de Cabinda. Tal como outros segmentos, em relação ao trimestre anterior registrou-se um decréscimo de 11% na aquisição de GPL para abastecer o mercado interno “O decréscimo deveu-se a paragem feita pela Angola LNG, no mês de Novembro, para manutenção dos equipamentos”, explica. O responsável prosseguiu que, no total, foram comercializados 99.618 toneladas métricas que representou um aumento de 2,4 % em relação ao III trimestre devido à época festiva.

Ressaltando que neste sector a Sonagás encontra- se na frente com uma quota de 77%, seguindo a Saigas com 11%, Canhongo 5%, Gastem 4% e a Progás 3%. No que toca o segmento do Lubrificantes, foram comercializados 3.629 toneladas métricas, representando um decréscimo de 5%. A diferença em relação ao trimestre anterior é de 3%. Do total das vendas, 1.032 TM foram produzidas no país, o que corresponde a 28%, enquanto 2.597 TM é proveniente da importação, isto é 72%. A Pumangol foi a empresa que mais comercializou no período em análise com 34%, seguindo da Sonangol Distribuidora com 28%, a Cosal com 15%, a Jambo com 11%, a Sonagalp com 9%, a Lubáfrica com2% e a Empoléos com uma quota de 1%.

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