Executivo ordena correcção imediata dos erros da Reforma Educativa

Com os males da Reforma Educativa em vigor não será possível atingir a qualidade de ensino desejada, revelou, ontem, na cidade do Cuito, província do Bié, a ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira. Neste ano lectivo, dois milhões e 500 mil novos alunos ingressam no sector, o que contribuirá para reduzir em 24 por cento a taxa de analfabetismo

Carolina Cerqueira disse, discursando no acto central da abertura oficial do ano lectivo, que a qualidade de ensino é das principais premissas para o desenvolvimento e o progresso, porém, vários aspectos negativos da Reforma Educativo têm comprometido o alcance deste objectivo. Segundo a ministra de Estado, nem sempre a busca de modelos da educação de outras realidades resulta favorável noutros contextos, numa alusão de que o sistema educativo implementado no início da década de 2000 em Angola não resultou.

Carolina Cerqueira advertiu aos agentes responsáveis pela Educação no país que os aspectos negativos da Reforma Educativa devem ser corrigidos imediatamente e não paulatinamente. “Esta acção (correção da reforma) não é para se ir fazendo durante um longo período, porque o tempo urge e o programa do Governo sufragado nas urnas é para ser cumprido”, disse Carolina Cerqueira. A ministra de Estado precisou que se trata de uma orientação do Presidente da República, João Lourenço, a atenção particular ao sector da Educação, por se tratar da base e alicerce da sociedade, bem como um factor de inclusão social.

Reduzir o analfabetismo

Nos próximos dois anos, é prioridade do Executivo reduzir o número de analfabetos entre os cidadãos adultos através de acções de alfabetização em parceria com as igrejas e outras organizações da sociedade civil, particularmente entre as mulheres nas zonas urbanas e periurbanas, segundo a governante. Optimista com as estratégias gizadas, Carolina Cerqueira revelou que a meta é reduzir para 24 por cento a cifra de adultos que não sabem ler nem escrever. Já a ministra da Educação, Ana Paula Tuavanje Elias, anunciou que o seu pelouro vai continuar a apostar na qualidade de ensino e a priorizar o acesso ao ensino para crianças e jovens Ana Paula Elias apelou a todos os funcionários do Ministério que tutela e aos seus parceiros maior empenho no exercício das suas funções e na conservação dos bens públicos postos à sua disposição. Neste ano, dois milhões e 500 mil novos alunos entram no sistema de ensino e se prevê a construção de 95 escolas primárias, 48 do primeiro ciclo e 25 escolas do segundo ciclo do ensino secundário. No âmbito do Programa Integrado de Intervenção dos Municípios (PIIM), está prevista ainda a construção de 628 escolas para aumentar a oferta de escolar para os próximos anos. A abertura do ano lectivo 2020 decorreu sob o lema: “Por um Ensino de Qualidade, promovemos a Competência e o Bem-estar”.

Angola e Cuba regressa a 4 de Fevereiro

A escola Angola e Cuba, situada no município do Cazenga, reabre a 4 de Fevereiro do corrente ano, depois de ter estado abandonada por cerca de 10 anos, de acordo os com responsáveis do sector em Luanda. O estabelecimento foi reabilitado e apetrechado em sete meses para acolher mais três mil alunos do primeiro ciclo, repartidos em 20 salas de aulas que funcionarão nos três turnos. Antes disso, a escola havia sido transformada em depósito de lixo. A escola foi construída em 1988, com o apoio de Cuba, que disponibilizou professores e formou vários quadros angolanos. Antes da sua paralisação, a instituição de três pisos acolhia, na altura, cerca de 10 mil alunos, que em 2010 foram transferidos para outros estabelecimentos do município.

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