Exposição de jovens finalistas do ISART apela à união, resiliência e transformação

A mostra, com linguagens próprias de uma contemporaneidade sublime, transporta-nos para o conceito de luta e união, de resiliência e transformação

Duas exposições: “The Bunker” e “The Bunker 2. Operação Sky One”, patentes no Espaço D´Arte em Luanda, continuam a movimentar o público amante das artes plástica.A  mostra, com linguagens próprias de uma contemporaneidade sublime, foi aberta Sábado, 25, no âmbito da jornada comemorativa dos 444 anos da cidade de Luanda e tem como curadores Karenia Cintra Rodríguez e Rómulo Rosa. Transporta-nos para o conceito de luta e união, de resiliência e transformação. O sentido de veicular a informação torna líquido o poder do observador , fazendo-o parte do eterno processo de compreensão e busca pela perfeição. “The Bunker”, segundo o curador Rómulo Rosa, é o subterfugio que permitiu ao grupo ali representado resistir e manter-se coeso, com foco absoluto, resultando numa heterogeneidade de estilos e poéticas que, independentemente do embasamento académico que os sustentam,são portadores de uma mensagem que reflecte várias preocupações da sociedade civil.

“Desta vez, damos a todos as cálidas boas-vindas nesta apresentação da segunda promoção de licenciados em Artes Visuais do Instituto Superior de Arte”, disse Rómulo Rosa. Já a exposição The Bunker 2. Operação Sky One, que antecedeu igualmente a celebração do 8 de Janeiro Dia da Cultura Nacional, a curadora Karenia Cintra Rodríguez afirmou que a mesma tenta reafirmar a possibilidade real de realizar uma prática artística e simbólica, expressando os processos artístico-pedagógicos do ISART e uma intensa caminhada dentro da especificidade da investigação em arte. Sublinhou que os 11 finalistas de Artes Visuais do ISART são os sobreviventes no interior do bunker numa nova e arriscada operação: conquistar (escalar) espaços e sonhos no difícil contexto da cultura e da arte angolana actual.

O termo “o bunker”, segundo Karenia Cintra Rodríguez, apareceu em meados de 2019 para identificar um pequeno espaço de trabalho no instituto, onde os 11 finalistas andavam a produzir os seus projectos de obras e monografias. Daí a percepção de entrincheiramento em colectivo, como se fossem um grupo guerrilheiro ou irmandade secreta, que trabalhava ante um receptáculo blindado. Esta segunda leva de finalistas tenta reafirmar a possibilidade real de realizar uma prática artística e simbólica que expressa os processos artístico-pedagógicos do ISART e uma intensa caminhada dentro da especificidade da investigação em arte.

Os artistas O colectivo de finalistas participantes nesta empreitada, alusiva ao Dia da cidade de Luanda, é constituído por Nefwani Júnior, Miguel Maiamona Fernando, Pedro Geraldo Maconde, Vuando Diogo Santa Adão (El_Paskera), e Érica Ricardina Quissanga Luzano (Dinna Luzano). Completam o núcleo Sevetania J. Pereira Kissanga (Sevetania Kissanga), Adão Evaristo Cavota, Cesário Nguia Kassandeca (Evandro Kassandeca), Isabel Lulengue Landama (Isabel Landama) e Sebastião Joaquim N’debela Cassule

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