Voltaram a atacar

Não se pode dizer que o crime alguma vez tivesse cessado, sobretudo em Luanda, mas os mais espectaculares e ousados tinham dado uma pausa, coo diz o povo. Depois dos assaltos a pessoas que saíam de dependências bancárias no fi m do ano passado, as medidas de segurança postas no terreno pela Polícia Nacional acabaram por dissuadir os mais atrevidos, mas não os eliminaram. Na verdade, além da presença policial, uma série de imagens nas redes sociais sobre a captura de bandidos e até sobre a sua suposta eliminação devem ter tido um efeito terrível no sio dos meliantes, perceberam que a Polícia os encontraria sempre e que não teria piedade se resistissem. Mas o crime violento voltou. Voltou em plena luz do dia e em plena cidade. Voltou em busca de dinheiro de quem de sol a sol faz pelo sustento dos seus. Uma mulher foi barbaramente assassinada em Luanda por volta das catorze horas. Um dos bandidos não foi longe foi capturado e só não perdeu a vida porque a Polícia acabou por montar um cordão em torno de si. É o que se vê nos filmes que rivalizaram nas redes sociais. Noutros tempos, provavelmente alguns activistas dos direitos humanos já estariam aos megafones a dizer que a Polícia não tinha respeitado os direitos de imagem daquela vítima de uma sociedade desigual e injusta, e, como sempre, os direitos humanos da kinguila assassinada seriam esquecidos. Aliás, mesmo as mortes de suspeitos que inundaram as redes sociais em Novembro, sem julgamento, não foram execuções extrajudiciais, mereceram apenas o silêncio. Vivemos numa sociedade que tem de ser dura contra os criminosos, sobretudo os violentos, mas que tem de prevenir cada vez mais o crime e criar novos caminhos para a juventude. E que tem de deixar de ser hipócrita, mas que se deve unir em torno da Polícia.

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