Angola sai da lista de países com suspeita de coronavírus

Os dados estatísticos apontam para aumento de casos, sendo que até às 12horas de ontem existiam, ao nível mundial, 15 mil e 238 suspeitos, entre os quais 9 mil e 26 casos confirmados só nas últimas 24 horas (a contar de Sexta-feira a Sábado), de acordo com o Ministério da Saúde

O cidadão de nacionalidade chinesa que se encontrava internado na Clínica Girassol, em Luanda, sob suspeita de ter contraído o coronavírus no seu país, recebeu ontem “alta melhorada” pelo facto de os exames terem dado negativo, revelou o Inspector-Geral da Saúde, Miguel Oliveira.

As amostrar do sangue do paciente foram colhidas em Luanda e em enviadas à África do Sul, onde fez-se o exame para aferir se o indivíduo é portador de tal vírus deram negativo e indicam que o mesmo estava acossado por uma gripe normal. Em declarações à imprensa, Miguel Oliveira revelou que os resultados chegaram às autoridades sanitárias angolanas na noite de Sexta-feira.

“O resultado aponta para uma amostra negativa. Ou seja, o paciente que se encontra internado aqui na clínica Girassol não tem coronavírus. É um caso suspeito e por essa via não temos em Angola nenhum caso confirmado”, frisou. Acrescentou de seguida que “está descartado qualquer hipótese. Porque o laboratório é que determina que seja um caso de coronavírus, mas sim, trata-se de uma gripe comum”.

Miguel Oliveira disse que, em termos gerais, os dados estatísticos apontam para um aumento de casos, sendo que até às 12 horas de ontem existiam, ao nível mundial, 15 mil e 238 suspeitos, entre os quais 9 mil e 26 casos confirmados só nas últimas 24 horas (a contar de Sexta-feira a Sábado). “Na China, nós temos 9 mil e 720 casos confirmados, deste 1.527 casos graves. O número de óbitos subiu para 213 casos”, frisou.

Disse ainda que fora da China, existem 106 casos confirmados e quanto à quantidade de países com pacientes com esse vírus houve um ligeiro aumento de 18 para 19, nas últimas 24 horas.

Quanto ao controlo, só no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o principal ponto de entrada e de saída de pessoas do território nacional, foram examinados 1.123 estrangeiros e 947 nacionais. Trataram-se de passageiros dos vôos do Porto, Lisboa (Portugal), Joanesburgo, Cape Town (África do Sul), Maputo (Moçambique), Windhoek (Namibia), Lagos (Nigéria), São Tomé, França e Marrocos.

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