Empresários querem produzir este ano 2.500 toneladas de sal

A produção do ano passado acima de 20 mil toneladas da necessidade de consumo permitiu aos empresários do sector afirmarem que o país já é auto-suficiente

A Associação de Produtores de Sal de Angola, Adérito Areias, garante que o país já atingiu a auto-suficiência em produção de sal, quer para o consumo humano quer para o sector pecuário e industrial. O empresário atribuiu este crescimento à decisão do Governo proibir a importação deste produto, tendo no ano passado registado uma produção na ordem das 150 mil toneladas, superando assim, a exigência de consumo que se situa em 130 toneladas por ano.

“A proibição de importação do sal veio criar mais valia, basta ver que as nossas unidades de produção estão a produzir melhor”, reconheceu Areias, no final do primeiro encontro de auscultação da classe empresarial e o novo titular da Economia e Planeamento. Embora tenha reconhecido serem legitimas as queixa que se têm estado a levantar à volta do apoio do Estado às pequenas e médias empresas do sector, salientou ser preciso acabar com a mentalidade de paternalismo, enquanto parceiros do Governo.

Adérito Areias diz que “tem de se repensar o sector e estar consciente que o “Estado-papá” acabou. Temos que solicitar financiamentos e pagar, sendo por isso necessário solicitar apenas aquilo que exactamente precisamos para criar empregos”. Entretanto, o Estado angolano o ano passado, com a importação de sal, desembolsou perto de 16 milhões de euros, sendo os países que mais exportaram para Angola, Portugal, Índia, Namíbia, Paquistão e Egipto, mesmo tendo condições climáticas favoráveis para a produção de sal marinho.

As autoridades governamentais adiantam que neste momento o país conta com mais de 20 salinas em funcionamento, distribuídas pelas províncias de Benguela, Namibe, Luanda, Zaire, Bengo, Cuanza-Sul e Cabinda. A província de Benguela lidera o leque de unidades de produção de sal no país com sete, estando prevista este mês a entrada em funcionamento de mais uma, assegurou Adérito Areias.

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