Terceira quadripartida ‘liberta’ ruandeses e ugandeses em cada país

A cimeira quadripartida em que participaram, além dos dois Presidentes dos Países signatários, os chefes de Estado de angola, república Democrática do congo (rDc), assinalou progressos na implementação dos acordos de luanda

Os presidentes da República do Uganda, Yoweri Museveni, e do Rwanda, Paul Kagame, reiteraram ontem Domingo, 02, o compromisso de continuarem a manter o diálogo permanente entre os dois países, em busca do desenvolvimento, paz, boa vizinhança e, o restabelecimento da confiança mutua na região dos Grandes Lagos. Na cimeira, os quatro Chefes de Estados analisaram as relações económicas, políticas e culturais entres os povos da região em alguns progressos que tem sido registado para a pacificação e a estabilidade na região.

Apesar do Presidente de República de Angola, João Lourenço, na condição de anfitrião ter considerado progressos assinaláveis quanto a implementação do memorando de Luanda, os quatro Chefes de Estado decidiram priorizar alguns aspectos “importantes” no processo que começará pela libertação dos cidadãos nacionais, ruandeses e ugandeses, de cada país que estejam devidamente edificados. A agenda dos Presidentes decidiu igualmente que “as partes em conflitos deverão “abster-se de todo factor que possa criar a percepção de apoio, financiamento, treinamento e infiltração de forças desestabilizadoras no território do seu vizinho.

” A protecção e o respeito pelos direitos humanos dos cidadãos nacionais de cada parte também constam das premissas que Museveni e Kagame terão que fazer cumprir em seus países. Os chefes de Estado reconheceram e saudaram os esforços dos chefes de Estados da RDC, Félix Tshisekedi ,e o da República de Angola, João Lourenço, na busca de uma solução pacífica dentro dos espírito pan-africanista e integração regional. A próxima cimeira quadripartida terá lugar na cidade de Gatuma /Catuna, na fronteira entre Rwanda e Uganda, no próximo dia 21 de Fevereiro de 2020.

Acordos assinados entre Uganda e Ruanda

Um dos compromissos expresso neste memorando assinado em Luanda, em meados de Agosto, ressaltava a necessidade de existência de vontade política e de respeitar os acordos, colocando fim às acusações mútuas entre os dois países. Segundo o Presidente angolano, nesta mesma ocasião que culminou com assinatura dos acordos, o fim do problema residia na vontade política e que o memorando servisse como ponto de partida, assumindo o compromisso de respeitar aquilo que assinaram. “Mais importante do que assinar é honrar essa mesma assinatura”, sublinhou, naquela altura, João Lourenço.

Acusações recíprocas entre Rwanda e Uganda estão assentes em pretexto de um incidente fronteiriço que engendrou a morte de um ruandês e de um ugandês, em que o presidente do Rwanda, Paul Kagame, encerrou a fronteira entre os dois países, bloqueando a via comercial, imprescindível para a circulação de pessoas e bens na região. O Presidente Kagame acusou na altura o Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, de colaborar com a oposição ruandesa e com os rebeldes hutus de querer desestabilizar o seu regime. Por seu lado, Museveni acusou Kagame de praticar actos de espionagem no Uganda e de matar os seus adversários políticos no território ugandês. A região dos Grandes Lagos é conhecida como uma zona de grandes tensões, cuja principal vítima tem sido a República Democrática do Congo, devido aos enormes recursos naturais que o país tem.

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