Angola importou 37 milhões de livros escolares este ano

industriais afirmam ser “inadmissível” este recurso, com gráficas paralisadas no país. O ano passado gastou-se com a produção e distribuição de livros, 10.392 milhões de Kwanzas fora das previsões do governo

A classe empresarial e de industriais angolana esta preocupada com o aumento da produção nacional a todos os níveis, e por conseguinte, da redução das importações, com maior destaque para os produtos afectos a cesta básica. Os homens de negócios, apesar de reconhecerem os sinais que a actual governação tem estado a passar, com iniciativas como os programas de incentivo à produção-PRODESI e o PAC-, mas entendem não se justificar a insistência na importação de produtos que o país tem capacidade de produzir.

Carlos Cunha, falando em exclusivo a este jornal, considerou de “descabida”, tal estratégia do Governo, e considera-a “absurda”, tendo indicado como exemplo negativo, a recém importação de 37 milhões de livros escolares, na República da Africa do Sul, para fazer face ao presente ano lectivo. “Angola neste momento imprime 95 milhões de livros escolares que eram adjudicados no mercado interno, o país tem um conjunto de gráficas com capacidade e autonomia para produzir os livros”, assinalou para quem “estranhamente os livros este ano foram comprados na África do Sul”.

A ministra da Educação, Ana Paula Elias, contactada por esta classe terá justificado o curto tempo existente como estando na base da importação de um terço dos livros escolares para este ano lectivo. “Os industriais estão com as gráficas paradas, há necessidade de se pensar nisso, ou mesmo entregar a produção dos livros a estes industriais, porque eles vão ficar sem fazer nada”, disse, tendo alertado para que as adjudicações começassem a ser feitas agora para que em 2021 tivéssemos a entregar os 95 milhões de livros para as nossas crianças. O ensino geral é frequentado actualmente por cerca de 10 milhões de alunos.

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