Comité Miss Huíla diz que governo Provincial “esbanjou” 5 milhões de kwanzas na edição de 2019

Yuri Octávio fez tais declarações quando reagia às acusações feitas por alguns membros do Comité Miss Huíla em carta chegada à redacção de OPAÍS, e publicada na edição nº 1736, segundo as quais, o Presidente do Comité Miss Huíla, terá desviado cerca de 3 milhões de Kwanzas. “Não sei se seria bom, no momento de crise, a população ficar a saber que afinal para o Miss Huíla, o Governo da província conseguiu 5 milhões de Kwanzas, quando temos problemas de seca e pessoas a morrerem de fome” disse.

Durante a entrevista o presidente do Comité Miss Huíla negou ter desviado cerca de 3 milhões de Kwanzas arrecadados com a realização da edição 2019, já que o certame teve custos avaliados em mais 5 milhões. As acusações são caluniosas e difamatórias, segundo o entrevistado, e partem de alguns membros convidados, que não viram pagos os serviços prestados. “Ficamos surpresos porque o concurso aconteceu em Agosto do ano passado e só hoje é que recebemos esta informação, que não corresponde à verdade”, disse. Yuri Octávio afirmou que todo o processo de arrecadação de receitas e despesas, está espelhado num relatório, remetido à direcção do Comité de Festas da Nossa Senhora do Monte, de forma a garantir a transparência da realização do evento.

“Quando nós assumimos a direcção do Comité Miss Huíla, não traçamos como objectivo nos servir dele, ao contrário, o objectivo é de servir bem e em prol da província da Huíla”, sublinhou. Sem adiantar o valor, o presidente revelou que a edição 2019 deixou dívidas, apesar dos 5 milhões de Kwanzas disponibilizados pelo Governo Provincial da Huíla. Estas dívidas estão a ser pagas com recursos próprios, do presidente e vice-presidente.

“Não houve agressão nenhuma” No que toca às agressões, que segundo a carta redigida por alguns membros do Comité Miss Huíla, terão sido protagonizadas pelo presidente e vice-presidente, Yuri Octávio disse que não houve qualquer agressão aos membros. O presidente explicou que houve sim um encontro de esclarecimento, com alguns membros
que reclamavam da falta de ajuda de custo, porém, a sua conclusão não terá sido do agrado de todos, já que lhes disseram que não tinham ainda dinheiro e estavam a pagar dívidas.

Ainda assim, Yuri Octávio, disse que pelo facto de as declarações acusatórias dos membros terem lesado o seu nome e a sua imagem, irá accionar todos os mecanismos legais para a reparação dos danos.

Sobre os prémios de participação Yuri Octávio esclareceu que o prémio de participação nunca foi entregue por haver falhas da parte dos patrocinadores, com o não cumprimento da promessa feita publicamente. “O prémio de participação nunca fez parte do leque dos 5 milhões de Kwanzas, até porque não chegavam. Nós entendemos que as candidatas que participaram deveriam levar algo e apesar dos esforços que fizemos, os patrocinadores que se propuseram em dar um milhão e 500 mil, não o fizeram”, detalhou. Alguns dos membros do comité Miss Huíla afirmam, no documento enviado à nossa redacção, que o vicepresidente do referido Comité, Miguel Lemos, sobrinho do actual governador provincial da Huíla, terá sido indicado pelo seu tio, contra a vontade da maioria e sem prévia concertação. Sobre este facto, Yuri Octávio informou que, em momento algum, o governador provincial da Huíla, Luís Nunes, terá solicitado a inserção do seu sobrinho na direcção do Comité Miss Huíla, embora caiba ao governo Provincial a nomeação do corpo directivo desta organização de cariz cultural. “Nós tínhamos esse lugar vago, porque estávamos a incorrer num acto de bicefalia, já que o então vice-presidente, Ângelo Samessele era presidente do Comité Miss Lubango. Convidamos Miguel Lemos por ser alguém que trabalha com eventos culturais há muitos anos”, finalizou.

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