Companhia teatral Oásis abre jornadas no mês em curso

Em Março, a companhia apresentar-se-á, em Portugal, com a peça “Casados e cansados”, no Festival de Lisboa denominado “Loulé”, igualmente no Festival de Inverno de Moçambique, em Maio

O colectivo de teatro Oásis, da Força Aérea Nacional, descerra a jornada de exibições a 15 do mês em curso, com a apresentação da peça “Casados e cansados”, no salão multiuso da LAASP, exLiga Africana, em Luanda. A referida peça que será ainda exibida a 19 do referido mês, no projecto “Há teatro no Camões”, retrata diversos problemas vividos pelos casais, com realce para os divórcios prematuros e crimes passionais.

De acordo com o encenador do grupo, Tony Frampénio, a obra foi inspirada nas várias reportagens apresentadas pelos órgãos de Comunicação Social no país, com destaque em Luanda, que ilustra situações constrangedoras defrontadas pelos casais. “Nesta peça exibimos as roturas que os casais têm na relação, que em casos extremos terminam em crimes passionais, como à violência doméstica. Por isso, vamos ilustrar através de uma peça que encenada de uma forma bem humorística que a violência ou o término de uma relação nem sempre é a solução”, aferiu.

Outras exibições

Em Março, a companhia apresentar-se-á em Portugal, com a mesma peça, no Festival de Lisboa denominado “Loulé”, igualmente ao Festival de Inverno de Moçambique, em Maio. Quanto à exibição da peça em vários espaços, o encenador explicou que se deve ao facto de ser estreiada no ano passado, e ser ainda muito solícita pelo público. Acerca das exibições internacionais, considerou benéfica para o grupo, que poderá efectuar o intercâmbio teatral com os demais participantes, assim como constatar outras realidades.

“Convites do género são bemvindos, como este de Portugal onde não vamos custear nada, mas apenas tratar dos vistos. O mais interessante é o facto de podermos trocar experiências com os grupos de várias partes do mundo, com grande experiência, que vão lá estar”, observou.

Além destas, o colectivo que possui uma agenda de trabalho que encerra em Julho, apresentará o seu trabalho no Festival de Teatro “Festimulher”, Circuito Nacional de Teatro e outros eventos. Por essa razão, considerou que o presente ano será concretizado com a realização de várias exibições tanto no país como no exterior.

O grupo

O colectivo teatral Oásis um dos mais representativos e persistentes na história do teatro angolano, tem no seu percurso várias peças que apelam ao resgate dos valores culturais, morais e cívicos, com destaque para a obra “Batuque”, “Kipakassa” e “As velhas profissões”. Em 2013, o grupo venceu na categoria de Teatro, o Prémio Nacional de Cultura e Artes, por manter sólido um percurso de 24 anos, que começou a ser traçado em 1989, com as peças “A morte do velho Kipakassa”, destaque no Prémio Provincial de Teatro, e em 1985, “Bié, o drama de Muyala”, que lhe conferiu o Prémio Provincial e “Michornas de Chongoli”, o Nacional de Teatro.

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