Dia de luta

A luta é comemorada hoje, a luta armada de libertação nacional, iniciada em 1961, com sangue e com esperança, com determinação, firmeza, porque era forte o anseio do povo que queria ser independente. Havia sonho. Hoje, décadas passadas, é preciso resgatar o sonho, que se vai fazendo ténue, não por não haver mais por que lutar, não por se ter consumado a liberdade e o desenvolvimento, que são obras necessárias, que não perdoam paragens, que exigem sempre caminhada firme. Não há desenvolvimento e não há liberdade acabados.

Por isso mesmo se deve dar mais importância ao significado do 4 de Fevereiro. E é preciso reinventar o espírito, recriá-lo, transmiti-lo todos os dias às gerações mais novas, porque há sempre necessidade de luta, porque há sempre necessidade de sonhar e de realizar sonhos.

O 4 de Fevereiro não pode ficar confinado no ano de 1961, nem esta data, nem qualquer outra importante na emancipação dos angolanos, os discursos não têm que referenciar apenas o passado, é preciso olhar para o futuro, contra nós mesmos, contra a resignação, contra a estagnação, o comodismo. É preciso ousar.

O 4 de Fevereiro, infelizmente, é mais politizado do que humanizado, na lógica de que pertence a todos, como todas as outras datas. Querer liberdade, querer aprofundar a liberdade é absolutamente humano. É o que se deve fazer. É preciso que datas como estas sejam vistas, sobretudo, como guias, faróis no caminho do progresso.

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