Empresa de Isabel dos Santos nega envolvimento no desalojamento na Chicala

Segundo um comunicado da firma, ligada à filha do ex-Presidente da Republica, José Eduardo dos Santos, é falsa a informação que o projecto Marginal Corimba rendeu USD 500 milhões e que tenha desalojado três mil pessoas

No intuito de repor a verdade, a empresa esclarece que a acção de despejo ou reassentamento foi levada a efeito a 1 de Junho de 2013 na sequência da execução de uma obra designada por “Marginal de Sudoeste”, cujo empreiteiro responsável foi a empresa Odebrecht e não a URBINVESTE como foi amplamente noticiado. A empresa URBINVESTE, ligada à empresaria Isabel dos Santos, nega estar envolvida no processo de desalojamento forçado de moradores da zona da Chicala, na conhecida área da Areia Branca, em Luanda. Segundo um comunicado da firma, ligada à filha do ex-Presidente da Republica, José Eduardo dos santos, é falsa a informação que o projecto Marginal Corimba rendeu USD 500 milhões e que tenha desalojado 3 mil pessoas”, conforme noticiado por alguns órgãos de comunicação nacionais e estrangeiros.

No intuito de repor a verdade, a empresa esclarece que a acção de despejo ou reassentamento foi levada a efeito a 1 de Junho de 2013 na sequência da execução de uma obra designada por “Marginal de Sudoeste”, cujo empreiteiro responsável foi a empresa Odebrecht e não a URBINVESTE como foi amplamente noticiado. De acordo com a firma, a zona da “Areia Branca”, referida nos artigos, foi intervencionada pela ODEBRECHET, em 2012-2013, para construir uma estrada que ligaria a zona da Chicala à Corimba ao longo dos terrenos da marginal já existente. O documento, a que o OPAÍS teve acesso, refere que o tratamento dos factos e dos documentos foram feitos de uma forma abusiva, incoerente, sem respeito pela linha temporal em que tais ocorreram, sem qualquer selecção técnica e nem recurso ao contraditório. A nota atesta ainda que muitas inverdades foram ditas nas peças noticiosas à propósito da URBINVESTE, dos seus accionistas e do projecto Marginal da Corimba, ficando patente a parcialidade das peças jornalísticas.

Neste sentido, esclarece, a empresa e seus accionistas foram lesados e prejudicados, e os jornalistas envolvidos reproduziram alegações sem conteúdo factual com o único objectivo de manipular a opinião pública, tendo em conta que foram apresentados documentos descontextualizados e inclusive alguns obsoletos. “Parece ter havido uma intenção de prejudicar directamente todo um trabalho técnico, válido e coerente e cumulativamente imputar responsabilidades a quem efectivamente não é responsável”, atesta o comunicado. De acordo ainda com a nota, a URBINVESTE repudia veementemente as alegações feitas nas peças jornalísticas e refuta o seu teor com os factos e informações referidas.

“A URBINVESTE, de igual modo, ficou chocada e consternada com a reportagem emitida, em particular com as condições em que em Junho 2013 foi feito este despejo da população, contudo reitera que esta empresa e seus consorciados não tiveram qualquer intervenção, directa ou indirectamente, sobre o sucedido”, notou. Todavia, embora a URBINVESTE assegura que em nada tem a ver com a obra e com o despejo, mas, ainda assim, assegura encontrar-se disponível em apoiar as famílias que foram sujeitas a esta situação em nome do seu empenho e preocupação social a que sempre assistiu todo o seu trabalho e planeamento e em prol da sociedade angolana.

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