BAD optimista quanto à economia angolana

Após a recessão, que persistiu ainda em 2019, o banco Africano para o desenvolvimento prevê para este ano a bonança, com a economia nacional a retomar o caminho do crescimento

Este deverá ser o ano de relançamento da economia angolana, para o que contribuirão as reformas estruturais empreendidas, prevê o Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD), no seu relatório “Perspectivas Económicas para África 2020”. O grupo BAD, que inclui o banco e o Fundo Africano para o Desenvolvimento, está optimista, no geral, em relação à evolução da economia nacional. De acordo com o documento, 2019 terá sido ainda um ano de recessão económica, com uma contracção do produto real da ordem de 0,1%, mas para este ano estimase que o PIB crescerá 2,8%.

“Os investimentos estratégicos em infra-estruturas, no capital humano e no mercado de crédito deverão permitir a diversificação da economia angolana, melhorar a balança de transacções correntes e gerar reservas internacionais (o petróleo e os diamantes representam cerca de 98% das exportações)”, considera o BAD. O relatório acentua que o apoio dos poderes públicos à diversificação das exportações e substituição de importações visa os sectores prioritários, para que estes possam beneficiar de iniciativas como o programa de apoio ao crédito, anunciado em Maio de 2019, e adianta que o reforço do investimento no sector da energia estimulará o crescimento económico. Considera ainda que os investimentos selectivos que elegem actividades e cadeias de valor na agricultura, pescas e petroquímica com base em vantagens comparativas deverão estar alinhadas com a melhoria das competências e o desenvolvimento do capital humano.

O relatório justifica a redução de 9% na produção de petróleo em 2018 com o envelhecimento da infra-estrutura petrolífera e o fraco desempenho das novas jazidas. Por outro lado, a fragilidade das habilitações profissionais coloca obstáculos ao investimento privado e à diversificação da economia, uma vez que apenas 15% da população feminina e 21% da masculina completou o ensino médio. O documento assinala ser o sector privado que constitui a alavanca para a melhoria da produtividade e o crescimento económico, acrescentando, entretanto, que as reformas estruturais e a estabilização macroeconómica deverão abrir caminho à recuperação económica, diversificação e criação de emprego.

Menos subsídios O BAD lembra estarem previstas para este ano reduções graduais nos subsídios nos domínios da água, dos combustíveis, da electricidade e do transporte público “code relançamento da economia angolana, para o que contribuirão as reformas estruturais empreendidas, prevê o Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD), no seu relatório “Perspectivas Económicas para África 2020”. O grupo BAD, que inclui o banco e o Fundo Africano para o Desenvolvimento, está optimista, no geral, em relação à evolução da economia nacional.

De acordo com o documento, 2019 terá sido ainda um ano de recessão económica, com uma contracção do produto real da ordem de 0,1%, mas para este ano estimase que o PIB crescerá 2,8%. “Os investimentos estratégicos em infra-estruturas, no capital humano e no mercado de crédito deverão permitir a diversificação da economia angolana, melhorar a balança de transacções correntes e gerar reservas internacionais (o petróleo e os diamantes representam cerca de 98% das exportações)”, considera o BAD. O relatório acentua que o apoio dos poderes públicos à diversificação das exportações e substituição de importações visa os sectores prioritários, para que estes possam beneficiar de iniciativas como o programa de apoio ao crédito, anunciado em Maio de 2019, e adianta que o reforço do investimento no sector da energia estimulará o crescimento económico.

Considera ainda que os investimentos selectivos que elegem actividades e cadeias de valor na agricultura, pescas e petroquímica com base em vantagens comparativas deverão estar alinhadas com a melhoria das competências e o desenvolvimenmo parte de um esforço para racionalizar o sistema de geração de receita tributária não petrolífera”, admitindo ser “limitada” a probabilidade de um aumento do investimento e da participação do sector privado na economia, uma situação que deverá contudo modificarse com a implementação do programa de privatizações anunciado em Agosto de 2019, o qual envolve 195 empresas públicas. O relatório assinala igualmente a criação da Autoridade Reguladora da Concorrência em Fevereiro de 2019 para reforçar a concorrência no sector privado da economia.

O grupo do Banco Africano para o Desenvolvimento recorda que o choque petrolífero de 2014 se traduziu numa queda acentuada das receitas oriundas do petróleo em 2017, que baixaram a sua contribuição para o PIB de 35,3% para 17,5%, gerando um défice orçamental estimado em 0,1% do PIB em 2019. Considera, por outro lado, que o imposto sobre o valor acrescentado (IVA), adoptado em 2019,deverá ampliar a base tributária e reduzir a dependência do Governo em relação à receita petrolífera.

Após reconhecer que se mantém a pressão sobre a taxa de câmbio e os preços, o relatório refere que, para conter a sobrevalorização da taxa de câmbio real e garantir que as reservas internacionais se mantenham num nível adequado, as autoridades controlaram a despesa pública e conferiram maior flexibilidade à taxa de câmbio. Em resultado de medidas de política monetária adoptadas no final de 2017 a inflação começa a estabilizar, caindo de 29,8% em 2017 para 17,5% em 2019. O desempenho positivo dos sectores da construção, electricidade e agrícola no primeiro trimestre de 2019 permitiram o desenvolvimento do sector não petrolífero, refere ainda o documento. Em contraste, a indústria contraiu 6,5% no período, com a escassez de divisas a causar problemas aos sectores que produzem bens transaccionáveis, designadamente o não petrolífero.

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