Foi suspenso da escola por causa das rastas e agora vai aos Óscares

DeAndre Arnold foi suspenso porque a escola alegou que o seu penteado violava o código de vestuário. Foi convidado para a cerimónia de 9 de Fevereiro pela equipa por detrás da curta-metragem de animação “Hair Love”

Um jovem de 18 anos, do Texas, que foi suspenso da escola por causa das suas longas rastas e ameaçado de ficar de fora da cerimónia de graduação, foi convidado para assistir aos Óscares no Dolby Th eatre, em Los Angeles. Um gesto de apoio da equipa por detrás da curta-metragem de animação Hair Love, uma das nomeadas. O convite partiu do realizador, o ex-jogador de futebol americano Matthew A. Cherry e do casal de produtores, a atriz Gabrielle Union e o marido, o ex-campeão da NBA Dwyane Wade, que vão cobrir os custos da viagem e da estadia do jovem e da mãe em Los Angeles.

“É uma honra ter a plataforma para poder convidar o DeAndre e a sua família como nossos convidados para os Óscares do próximo domingo”, disse Cherry à CNN. “De Andre é um rapaz ótimo, e não devia ser punido pelo seu cabelo. E adoramos o facto de não ter cedido à pressão para o cortar”. “Como devem saber, o DeAndre foi recentemente suspenso e ameaçado de não poder assistir à cerimónia de graduação se não cortasse o cabelo e convidálo para os Óscares era o mínimo que podíamos fazer”, escreveram os produtores no Instagram, com imagens do anúncio no programa CBS Th is Morning. “Isto é incrível. Nunca pensei que pessoas como DWade e Grabrielle Union estariam do meu lado”, disse DeAndre à CBS.

No final de janeiro, DeAndre foi ao programa de Ellen DeGeneres que lhe ofereceu uma bolsa de 20 mil dólares. DeAndre é finalista da escola secundária de Barbers Hill, em Mont Belvieu, Texas, e usa rastas desde o sétimo ano. A escola suspendeu-o e avisou-o que precisava cortar as rastas para cumprir o código de vestuário — o problema não é o estilo do penteado, dizem, mas o comprimento do cabelo. Hair Love é a história de um pai afro-americano que tenta pentear pela primeira vez o cabelo da filha. A curta-metragem foi financiada por uma campanha de Kickstarter em 2017, que angariou três vezes mais do que o dinheiro pedido. Além do filme, já há também um livro.

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